O mercado europeu está cada vez mais aberto aos produtos das economias em desenvolvimento, illness uma mudança que se reflete no aumento das importações da União Européia (UE) provenientes destes países, drugs que aumentaram 58% entre 2000 e 2006.
A Comissão Européia afirma que a UE oferece aos países em desenvolvimento – de América Latina, Ásia, Mediterrâneo, assim como os Países Menos Desenvolvidos (LDC, sigla em inglês) e de África, Caribe e Pacífico (ACP) – um acesso a seu mercado incomparável ao de qualquer outra área econômica.
O Executivo da UE apresentou hoje ao Parlamento Europeu seu relatório periódico sobre a abertura do mercado europeu às economias em desenvolvimento.
Segundo o diretor de Comércio, Peter Mandelson, isto demonstra o compromisso da UE para colocar o mercado europeu a serviço do desenvolvimento “não apenas na teoria, mas também na prática”.
Bruxelas destaca o avanço das importações procedentes destes países, que em 2006 – último ano com dados disponíveis – avançaram 16%, uma taxa muito superior ao aumento dos fluxos financeiros globais, que foi de 8%.
Os países da Ásia e do Mediterrâneo são a principal origem das compras européias, com um volume superior aos 100 bilhões de euros e aumentos em torno de 12% em 2006.
A seguir estão os países da América Latina, cujas vendas à UE neste ano totalizaram 55 bilhões de euros (17,3% a mais que em 2005).
As importações do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) são as mais numerosas, com 36 bilhões de euros (13,2% a mais), seguidas pelas da Comunidade Andina (Bolívia, Colômbia, Peru e Equador), com 15 bilhões de euros (após aumentar 35% em 2006).
As vendas de países da América Central permanecem estáveis desde o início da década, em torno de 4 bilhões de euros anuais.
Quanto aos dois países com os quais a UE assinou acordos bilaterais de livre-comércio, o relatório destaca o aumento das importações do Chile, que quase triplicaram em relação a 2000 e aumentaram 54% em 2006.
Já as compras de produtos mexicanos cresceram 57% em relação ao início da década e 5% ao último ano.
As importações do grupo de países do ACP também progrediram, mas em menor ritmo, até 41 bilhões de euros em 2006 (11% a mais que em 2005).
Do mesmo modo, a UE continuou apostando nas economias mais pobres (LDC), cujas vendas ao bloco europeu chegaram a 18 bilhões de euros em 2006, após crescer 7% em relação ao ano anterior.
O relatório também analisa o peso da UE nas exportações totais dos países em desenvolvimento, com especial atenção aos capítulos de produtos agrícolas e pesqueiros, energia e têxteis.
As importações de produtos energéticos destes países alcançaram os 129 bilhões de euros em 2006, 67% a mais que em 2000.
Os principais exportadores neste âmbito são os países do Conselho de Cooperação do Golfo (Barein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos), que vendem à UE 71% de sua produção, e os da ACP, com 42% de suas vendas ao bloco europeu.
As exportações à Europa de produtos agrícolas e pesqueiros, assim como de têxteis, forneceram às economias em desenvolvimento quase 70 bilhões cada um em 2006, com avanços respectivos de 15% e 35% em relação a 2000.
O mercado comunitário é especialmente importante para os países da América Latina, no caso do setor agrícola, pois representa 40% de suas exportações, e para os mais pobres (LDC) no setor têxtil, com uma cota de 35%.
Segundo Bruxelas, quase 70% das importações de países em desenvolvimento entra na UE livre de tarifas, uma percentagem que sobe para 98% no caso dos países da ACP e 88,5% para os países da LDC.