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Economia

UE está em diálogo construtivo com Brasil sobre carne, diz presidente do Conselho Europeu

Presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que há diálogo construtivo sobre as restrições às importações de carne brasileira e destacou a importância do Brasil em fóruns internacionais como G20 e G7

Redação Jornal de Brasília

15/06/2026 13h20

Foto: Divulgação/Abiec

Foto: Divulgação/Abiec

JOÃO CAMINOTO
FOLHAPRESS

A Comissão Europeia está em um diálogo construtivo com o Brasil para resolver a suspensão das importações de carne brasileira pelo bloco, afirmou o presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, nesta segunda-feira (15), às margens da cúpula do G7 em Évian-les-Bains. Perguntado se seria possível esperar algum anúncio nesta terça (16), quando Lula pode se reunir com a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, Costa evitou responder e disse que o tema cabe à Comissão -e que von der Leyen poderia se manifestar após o encontro.

O dirigente europeu reconheceu que o acordo entre a UE e o Mercosul, que entrou em vigor neste ano, representa um avanço na relação com o Brasil, mas ressaltou que “as normas sanitárias têm que ser cumpridas”.

Costa, que também se reunirá com Lula nesta terça, fez elogios à participação brasileira no G7 e ao papel do país no G20. “O Brasil é um grande parceiro e teve uma liderança excelente do G20”, disse. “Todos os grandes compromissos internacionais que temos que assegurar implicam, como dizem no Brasil, o engajamento de todos -e o Brasil obviamente não pode faltar.”

Costa foi questionado sobre a postura dos Estados Unidos na América Latina. Sem citar Trump pelo nome, o dirigente europeu recorreu ao argumento que a UE tem usado desde a invasão da Ucrânia para defender a consistência do direito internacional -e deixou o recado nas entrelinhas.

“As regras do direito internacional têm que ser cumpridas em todo lugar e respeitadas em todo lugar. A soberania, a integridade territorial, o respeito pelas fronteiras são absolutamente essenciais”, disse. “É por isso que nós temos tido uma posição tão clara desde 2022 no apoio à Ucrânia. Porque quando permitimos que um membro permanente do Conselho de Segurança viole as regras básicas das Nações Unidas, estamos dando péssimas ideias a todos os outros Estados.”

Costa disse ainda que via “com satisfação” o fato de que países que antes não compreenderam bem a posição europeia de apoio à Ucrânia “agora percebem a importância de defender o direito internacional em qualquer circunstância”.

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