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Economia

Turbulência da guerra não deve afetar economia, mas governo acompanha conflito, diz Haddad

Segundo ele, o Brasil tem um superávit elevado no comércio de petróleo e a economia do país tem atraído investimentos.

Redação Jornal de Brasília

02/03/2026 21h07

Foto: Pablo Porciuncula/AFP

Foto: Pablo Porciuncula/AFP

FELIPE GUTIERREZ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que as turbulências de curto prazo decorrentes da escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã não devem impactar a economia do país, mas serão acompanhadas com cautela.


Segundo ele, o Brasil tem um superávit elevado no comércio de petróleo e a economia do país tem atraído investimentos.


“Nós vamos aguardar e, eventualmente, nos prevenir se houver necessidade de uma medida. Neste momento, vamos acompanhar com cautela”, disse em evento realizado na USP (Universidade de São Paulo).


O ministro disse que, por ora, é difícil prever que haverá uma piora do ambiente econômico. Na primeira sessão de mercado após os ataques de EUA e Israel terem atacado o Irã, os preços do petróleo tiveram alta.


O barril do tipo Brent atingiu um pico de 13% na abertura do mercado internacional no domingo e chegou a custar US$ 81,89. Na noite desta segunda, o Brent era cotado a cerca de US$ 78, alta de 7%. Cerca de 20% da produção mundial de petróleo passa pelo estreito de Hormuz, que é controlado pelos iranianos.


Haddad foi o convidado da aula magna dos alunos da FEA (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária).


O ministro, cotado para ser o candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou que vai se encontrar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao ser perguntado sobre o assunto, ele disse que a candidatura não deverá ser tratada no encontro. Quando ele entrou no edifício, um grupo de alunos exibiu uma faixa onde se lia governador.

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