O Banco Central Europeu (BCE) “possivelmente” voltará a diminuir as taxas de juros na reunião de seu Conselho de Governo em novembro, no rx antecipou hoje em Madri o presidente da entidade, generic Jean-Claude Trichet, sildenafil que justificou esta decisão na diminuição dos riscos de aumento da inflação.
Em um almoço em Madri, Trichet afirmou que as perspectivas de crescimento na zona do euro a médio prazo “não oferecem um panorama muito positivo” e acrescentou que o BCE prevê que ainda haverá um período de turbulências financeiras “absolutamente intenso”.
O presidente do BCE também disse que a inflação na zona do euro “poderá se manter estável por algum tempo” e “irá se moderar em 2009” graças às quedas recentes das matérias-primas junto com o “grande enfraquecimento da demanda” dos últimos meses.
Os riscos de aumento dos preços de consumo “diminuirão” e é provável que haja uma “nova queda” destes riscos daqui até a próxima reunião do Conselho do BCE, no dia 6 de novembro, disse Trichet, que acredita ser possível uma nova redução das taxas de juros -atualmente em 3,75%.
A pouco tempo do décimo aniversário do euro e do atual sistema europeu de bancos centrais, o presidente do BCE ressaltou que a inflação na área da moeda única foi “bastante estável” nos últimos anos.
Também afirmou que o euro se mostrou como uma moeda estável que, de fato, foi um “catalisador” importante do panorama econômico europeu.
No entanto, o presidente do BCE disse que a entidade não pode estar completamente “satisfeita” e que mantém o controle dos preços como uma de suas prioridades.
Neste sentido, ele lembrou que a inflação européia esteve em seu nível mais alto desde o mesmo período do ano passado, empurrada por fatores externos como o aumento do preço do petróleo, dos alimentos e das matérias-primas em geral.
Ele lembrou que também havia uma preocupação com os efeitos de segunda rodada, ou seja, que o aumento da inflação passasse para reivindicações salariais elevadas e a outros preços.
Agora, reconheceu que os preços de consumo na eurozona estão se estabilizando e ficarão mais moderados em 2009, razão pela qual o BCE vê possível uma nova redução das taxas de juros.
As taxas de juros na zona do euro estão em 3,75% desde 8 de outubro, quando o BCE, em uma ação coordenada com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o Banco da Inglaterra e os bancos centrais da Suíça, Suécia e Canadá, os reduziu em 0,5 ponto.
Trichet lembrou que esta redução também foi feita para evitar os efeitos de segunda rodada, algo “absolutamente essencial” nas atuais circunstâncias.