Estruturante para a logística nacional e o escoamento da produção do Nordeste, a Transnordestina registra avanço de 80% na fase 1, que estabelece a ligação entre o Piauí e o litoral cearense. Nesta sexta-feira (30), o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, vistoriou os lotes 9 e 10 no Ceará, considerados estratégicos para a conclusão dessa etapa do projeto.
Em dezembro, o Governo federal liberou, por meio do Novo PAC, R$ 2 bilhões para o trecho cearense, permitindo que 100% das obras da ferrovia estejam liberadas no estado. “O avanço dessas obras mostra o tamanho do empreendimento e a importância da Transnordestina para o Nordeste. A ferrovia vai permitir que possamos fazer o transporte de cargas de maneira mais eficiente, descarbonizando o setor de transporte”, afirmou Ribeiro.
O trecho inspecionado possui 97 quilômetros de extensão e corta os municípios de Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia. Todo o traçado previsto na fase 1 está em construção, com 727 quilômetros da linha principal finalizados e outros 326 quilômetros em execução. O investimento na fase totaliza R$ 11,3 bilhões aplicados de um orçamento global de R$ 14,9 bilhões.
“Mais do que a geração de empregos, trata-se da principal obra de logística da história do Ceará, que vai atravessar o estado e ligar uma grande região produtora de grãos e minérios ao Porto do Pecém, conectando o Ceará aos mercados do mundo”, ressaltou o governador do Ceará, Elmano de Freitas.
Neste mês, a Transnordestina Logística S.A. (TLSA) realizou o segundo teste operacional, transportando 946,12 toneladas de sorgo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) até o Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, em 16 horas e 34 minutos. A etapa de testes começou em dezembro de 2025 com o transporte de produtos agrícolas, e a concessionária planeja diversificar as mercadorias nas próximas viagens.
Com 1.206 quilômetros na linha principal e 73 quilômetros em ramais secundários, a ferrovia atravessará 53 municípios, ligando Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará. Desse total, 608 quilômetros estão no Ceará, beneficiando 28 municípios, além de 18 municípios piauienses e 7 pernambucanos.
“Essa é uma obra fundamental, com mais de 1.200 quilômetros de ferrovia e todos os lotes contratados. É uma obra que vai transformar o Nordeste”, disse o diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Tufi Daher Filho.
A Transnordestina atuará como alavanca de desenvolvimento, redesenhará o mapa logístico do Nordeste e terá papel central no escoamento da produção do Matopiba, região que abrange áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins. A iniciativa reduzirá custos logísticos, fortalecerá a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e impulsionará o desenvolvimento econômico regional, promovendo um transporte mais eficiente e sustentável.
*Com informações do Ministério dos Transportes