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Economia

Trabalho doméstico formal registra 1,3 milhão de vínculos em 2025 com alta na remuneração

Leve queda no número de contratações, mas remuneração média real sobe para R$ 2.047,92, segundo estudo do Ministério do Trabalho.

Redação Jornal de Brasília

10/04/2026 16h35

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou, nesta sexta-feira (10), estudo sobre o trabalho doméstico formal no Brasil em 2025, elaborado pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho com base em dados do eSocial. O levantamento, disponível no Painel do Trabalho Doméstico, aponta para 1.302.792 vínculos ativos ao final do ano, uma leve redução em relação aos 1.343.792 de 2024. Apesar da queda, a remuneração média real aumentou, alcançando R$ 2.047,92 em dezembro de 2025, o que reforça a valorização dos rendimentos na categoria.

O perfil do setor continua marcado pela predominância feminina, com mulheres representando 88,64% dos trabalhadores (1.154.128 vínculos) e homens, 11,36%. Em termos de raça e cor, a maioria se autodeclara branca (44,54%) ou parda (41,56%). Demograficamente, a categoria é exercida principalmente por pessoas em faixas etárias mais maduras: 50 a 59 anos (450.516 trabalhadores) e 40 a 49 anos (414.572). Quanto à escolaridade, predomina o ensino médio completo, com 545.468 trabalhadores nessa condição. A jornada de trabalho majoritária é de 41 horas semanais ou mais, totalizando 867.792 vínculos.

Entre as ocupações, destaca-se a de empregado doméstico nos serviços gerais, com 991.391 vínculos e remuneração média de R$ 1.952,44. Outras funções relevantes incluem babás (124.753 vínculos, média de R$ 2.098,67), cuidadores de idosos (75.908 vínculos, média de R$ 2.281,78) e motoristas de carro de passeio (20.061 vínculos, média de R$ 3.142,17). A maior remuneração é observada na ocupação de enfermeiro, com 453 vínculos e média de R$ 4.813,10.

Os maiores estoques de vínculos estão nos estados mais populosos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No Nordeste, Bahia, Pernambuco e Ceará apresentam participação expressiva. No Sul e Centro-Oeste, destacam-se Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, com volumes menores. Em relação aos salários, há variações regionais: estados do Sudeste e Sul registram médias mais elevadas, enquanto Norte e Nordeste apresentam valores inferiores, refletindo desigualdades no mercado de trabalho.

Os dados seguem a metodologia da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e consideram o estoque de vínculos ativos em dezembro de cada ano, de 2015 a 2025. O avanço da formalização está ligado ao marco legal, especialmente a Emenda Constitucional nº 72/2013 e a Lei Complementar nº 150/2015, além do eSocial para obrigações trabalhistas.

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, afirma que os dados revelam um setor estruturado e relevante. ‘Apesar da leve redução no número de vínculos formais em 2025, observamos um movimento importante de valorização da remuneração média real, o que indica avanços na qualidade do emprego doméstico. O perfil da categoria também reforça desafios históricos, como a predominância feminina e a concentração em faixas etárias mais elevadas, apontando para a necessidade de políticas públicas que ampliem a formalização e promovam melhores condições de trabalho’, declarou.

Com informações do Governo Federal

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