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Economia

Trabalhadores comemoram fim da escala 6×1 e fazem planos

Após a aprovação da proposta pela Câmara dos Deputados, trabalhadores do Rio e de São Paulo falam sobre como pretendem usar mais um dia de descanso na semana.

Redação Jornal de Brasília

29/05/2026 8h43

escala 6x1

Foto: Alessandro Dantas

Trabalhadores do Rio de Janeiro e de São Paulo comemoraram a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do fim da escala 6×1 e detalharam o que pretendem fazer com mais uma folga semanal. A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado antes de começar a valer.

No Rio, a atendente de lanchonete Gessiane Roberto Vianna, de 28 anos, disse que quer passar um dia na praia com as filhas de 12 e 7 anos. Ela afirmou que a rotina atual, de segunda a sábado, a impede de acompanhar mais de perto o dia a dia das crianças, já que a mãe é quem costuma dar café da manhã, levar e buscar as meninas na escola. Além da jornada de 44 horas semanais, Gessiane também enfrenta cerca de duas horas de transporte por dia para ir e voltar do trabalho.

Ainda na capital fluminense, o balconista Emerson Santos, de 43 anos, afirmou que deseja usar o tempo extra para fazer passeios com o filho de 13 anos, como idas à Floresta da Tijuca. Segundo ele, esses momentos de lazer são raros na rotina atual. Já Victor Pacheco, gerente de uma loja de calçados e bolsas, relatou alívio por sua mãe trabalhar na escala 6×1 em uma fábrica de biscoitos e disse que, quando as folgas coincidem, os dois precisam se organizar com antecedência para conseguir se ver.

A atendente de quiosque Juliana de Mello, de 21 anos, também celebrou a possibilidade de mais tempo livre. Mãe de um bebê de 1 ano e 10 meses, ela disse que pretende usar a nova folga para levar a criança ao pediatra, vacinar e acompanhar a rotina básica do filho. Já a atendente de banca de jornal Stephanie Gonzaga, de 34 anos, afirmou que quer dedicar mais tempo ao curso técnico de enfermagem.

Em São Paulo, o funcionário de uma papelaria Flávio Antunes disse que queria há muito tempo o fim da escala 6×1 e que pretende usar o novo tempo livre para ficar mais com a esposa e o filho. A vigilante Celma Araújo afirmou que a mudança não deve afetá-la diretamente, mas que será positiva para o marido e o filho, que trabalham nesse regime. Ela disse que eles reclamam da dificuldade de ficar com a família e de participar de eventos.

Já o porteiro Everton França relatou que abandonou a metalurgia por considerar a escala 6×1 sacrificante. Ele disse acreditar que o fim desse regime pode abrir novas oportunidades e que, com a mudança para a escala 5×2, pensa em voltar à profissão.

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