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Economia

Tesouro americano proporá plano para regular firmas financeiras em crise

Arquivo Geral

25/03/2009 0h00

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, pharmacy Timothy Geithner, informou hoje que enviará ainda esta semana ao Congresso um projeto que permitiria ao Governo contar com mais capacidade de controlar empresas financeiras cujo colapso colocam em risco o sistema financeiro.

Geithner e o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, já haviam falado na terça-feira, durante comparecimento na Câmara de Representantes, da necessidade de dispor de mais medidas para intervir e liquidar entidades que são grandes demais para se permitir que quebrem.

O secretário do Tesouro disse hoje, durante um ato no Council on Foreign Relations, em Nova York, que uma das lições da crise atual é que “os perigos de desestabilização podem vir de instituições financeiras à parte dos bancos”.

Acrescentou que o sistema regulador do qual o país dispõe atualmente “oferece poucas vias para enfrentar esses riscos”, por isso o objetivo seria que o Governo tivesse uma capacidade de controlar essas entidades financeiras de forma semelhante a que possui no caso de bancos insolventes.

Geithner ressaltou a necessidade de ter poderes reguladores mais amplos para garantir que este país não volte a se encontrar na disjuntiva de optar entre o colapso dessas entidades e resgates maciços com fundos dos contribuintes.

O secretário do Tesouro dos EUA explicará amanhã, durante um novo comparecimento ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes, os detalhes do projeto regulador que o Governo quer iniciar e que precisa da aprovação dos legisladores.

Antecipou também que, nas próximas semanas, serão divulgadas propostas adicionais para proteger os consumidores e os investidores de fraudes financeiras e outros abusos.

Sobre a reunião do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) de 2 de abril, em Londres, Geithner disse que espera dessa cúpula “uma ação ampla e coordenada para ajudar na recuperação” da economia e para “reparar e estabilizar o sistema financeiro, de modo que o crédito flua novamente”.

Também disse que ele gostaria que, nesse encontro, que reunirá os líderes das 20 maiores economias mundiais, fossem definidos programas financeiros para instituições nacionais, “de modo que possam oferecer recursos a mercados emergentes em países em desenvolvimento”.

No entanto, reconheceu que há sistemas e capacidades diferentes para agir nesses e em outras frentes, e afirmou que, “no final, o que importa é o que se faz, não o que se diz, e será possível ver o que fazemos juntos” para enfrentar os desafios atuais.

Sobre o papel do dólar como a moeda principal em reservas em nível mundial, disse que não via uma mudança dessa situação em um futuro previsível.

“O dólar continua sendo a divisa dominante em nível mundial em reservas”, afirmou Geithner, que ressaltou que os Estados Unidos “farão o necessário” para garantir a confiança em seus mercados financeiros e nos pilares da economia.

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