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Economia

Superávit primário do semestre é o maior desde o início da série histórica

Arquivo Geral

30/07/2008 0h00

O superávit primário, diagnosis economia que o governo faz para pagar os juros da dívida, information pills foi de R$ 86,116 bilhões no primeiro semestre deste ano, o maior resultado para o período de janeiro a junho da série histórica, iniciada em 1991. O valor corresponde a 6,32% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, a expectativa é que no ano o superávit primário fique em 4,3%, contando com o esforço fiscal extra de 0,5% do PIB para formar o Fundo Soberano do Brasil. Em 12 meses, o superávit primário soma R$ 116,048 bilhões, o que representa 4,27% do PIB.

Ele disse que a tendência é dos municípios é economizar mais no segundo semestre por conta da restrição de gastos prevista no período eleitoral. No caso das empresas estatais, a expectativa também é de redução de gastos, uma vez que os pagamentos de dividendos, de royalties e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) se concentraram no início do ano.

No caso do Governo Central (Tesouro, Previdência e Banco Central), a expectativa é de “continuidade de resultados positivos, assim como o de junho [R$ 11,166 bilhões], o melhor para esse mês”.

Lopes também informou que os gastos com juros, de R$ 168,704 bilhões em 12 meses e de R$ 88,026 bilhões no primeiro semestre, são os maiores da série histórica do Banco Central, iniciada em 1991. Segundo o BC, a inflação tem tido maior peso no pagamento de juros, na comparação entre semestres.

Segundo os dados, no primeiro semestre de 2007, os gastos com juros somaram 78,854 bilhões, sendo que R$ 31,397 bilhões, ou 39,8% da dívida, eram referentes a títulos indexados à Selic, taxa básica de juros da economia.

Já o gasto com juros de dívida indexada ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), por exemplo, ficou em R$ 11,097 bilhões (14,07%), no mesmo período de 2007. Em 2008, esses valores foram, respectivamente, de R$ 35,4 bilhões (40,21%) e R$ 18,839 bilhões (21,40%). Outro fator citado por Lopes para o crescimento do pagamento de juros são as perdas com operações cambiais.

No primeiro semestre, o déficit nominal, ou seja, receitas menos despesas, incluídos gastos com juros, chegou a R$ 1,910 bilhão, o que corresponde a 0,14% do PIB. Esse é o menor percentual da série histórica do BC.


 

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