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Economia

Strauss-Kahn vê recuperação da economia global no primeiro semestre de 2010

Arquivo Geral

18/09/2009 0h00

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que a economia global sairá da recessão durante o primeiro semestre de 2010, embora tenha alertado que os níveis de desemprego continuarão sendo altos.

“Nossa previsão é que a recuperação global vá acontecer durante o primeiro semestre do 2010”, afirmou Strauss-Kahn em entrevista realizada por funcionários do FMI e divulgada hoje pelo organismo.

Ele disse que durante os últimos meses foram publicados números macroeconômicos positivos, o que poderia fazer com que a recuperação chegue inclusive “um pouco antes” da data indicada.

Strauss-Kahn advertiu que se alguém pensa que a economia global “só vai se recuper completamente quando se reduzir o desemprego, então será necessário mais tempo”.

O responsável do FMI lembrou que a recuperação no mercado de trabalho sempre é posterior à recuperação do crescimento.

Acrescentou, por outro lado, que embora a comunidade internacional tenha “feito muito” para analisar os motivos da crise global e tentar encontrar soluções, ainda resta muito trabalho pela frente.

“Todo mundo entende que 18 meses depois do começo da crise ainda não solucionamos a falta de regulação não só no que se refere à compensação, mas em outras áreas”, ressaltou Strauss-Kahn.

O diretor-gerente do FMI insistiu na necessidade de “regulações mais estritas no setor financeiro” para evitar a cultura empresarial que levou a assumir riscos excessivos.

Reconheceu que o organismo que comanda não foi muito efetivo na hora de prever a crise e destacou que a instituição trabalha agora na instalação de um sistema para melhorar sua capacidade de detecção de crise.

“Agora não é o momento de implementar estratégias de saída”, assegurou Strauss-Kahn, afirmando que, de todo modo, é necessário falar delas levando em conta que a economia global não será igual após a crise.

“Será uma economia diferente talvez com menos desequilíbrios, mas também menos crescimento”, concluiu.

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