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Economia

Simone Tebet participa de apresentação da concessão da Rota da Celulose em MS

Projeto de 30 anos com R$ 10 bilhões em investimentos visa aprimorar logística da celulose e escoamento agroindustrial no Centro-Oeste.

Redação Jornal de Brasília

02/02/2026 17h27

Foto: Divulgação/Governo Federal

Foto: Divulgação/Governo Federal

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, participou nesta quarta-feira, em Campo Grande (MS), da apresentação técnica do contrato de concessão da Rota da Celulose. A iniciativa, em parceria entre o governo federal e o estadual, tem como objetivo promover o transporte da produção industrial e da cadeia produtiva de celulose no leste de Mato Grosso do Sul, além de facilitar o escoamento da produção agroindustrial do Centro-Oeste.

A concessão terá duração de 30 anos, abrangerá 870 quilômetros e prevê cerca de R$ 7 bilhões em investimentos em obras de infraestrutura, somados a aproximadamente R$ 3 bilhões em custos operacionais, totalizando R$ 10 bilhões. O projeto é fundamental para a logística da indústria de celulose e contribuirá para a melhoria das condições de tráfego em um dos principais corredores rodoviários do estado.

Em seu discurso, a ministra destacou os principais momentos históricos da instalação de empresas e da expansão de rodovias na região que viabilizaram a Rota da Celulose. “Este projeto é um projeto de muitas mãos… agora estamos conseguindo trazer a duplicação daquela que é a estrada que vai ligar o maior Estado da Federação Brasileira ao Estado do agronegócio, como o Mato Grosso do Sul, para poder ligar essa região à nossa rota bioceânica, que estará pronta até o final do ano”, afirmou Tebet.

Ela enfatizou a importância dos investimentos públicos e privados para a viabilidade dos projetos, afirmando que mais recursos federais e privados serão necessários para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. A ministra também alertou que o Brasil não pode perder oportunidades de crescimento, como na energia limpa e nas terras raras.

Por fim, Tebet agradeceu ao governo estadual e destacou a união de esforços para o avanço do estado, que ocupa o terceiro lugar entre os com menor índice de pobreza e o segundo em crescimento projetado do Produto Interno Bruto para 2025.

A Rota da Celulose, assim chamada por sua proximidade com grandes fábricas como as unidades da Suzano em Ribas do Rio Pardo e da Eldorado Brasil em Três Lagoas, é composta por cinco trechos rodoviários que cortam municípios como Campo Grande, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Bataguassu, Nova Andradina, Nova Alvorada do Sul e Santa Rita do Pardo.

Com informações do Governo Federal

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