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Economia

Show da Shakira em Copacabana deve injetar R$ 800 milhões na economia do Rio

Apelidado de Shakicabana, o evento gratuito “Todo Mundo no Rio” atrai turistas de toda a América Latina e consolida o Rio como capital mundial dos grandes shows

Redação Jornal de Brasília

02/05/2026 7h40

Foto : Pablo Porciuncula / AFP

Foto : Pablo Porciuncula / AFP

O Rio de Janeiro parou. Ou melhor, foi para a praia. Cerca de 2 milhões de pessoas ocupam hoje as areias de Copacabana para o show gratuito da Shakira, mais um capítulo da série “Todo Mundo no Rio” que a cidade transformou em tradição e em negócio. O impacto estimado na economia carioca gira em torno de R$ 800 milhões, entre hospedagem, gastronomia, transporte e o já esperado mercado informal de camisetas, acessórios e tudo o que a criatividade do empreendedor carioca conseguir colocar à venda antes que a artista suba ao palco.

Os números são da Prefeitura do Rio, que por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Riotur mapeou o perfil do público esperado: 278 mil turistas brasileiros vindos de fora da cidade, 32 mil estrangeiros e 1,7 milhão de cariocas e moradores da região metropolitana. O aeroporto RioGaleão projeta a movimentação de aproximadamente 314 mil passageiros entre os dias 30 de abril e 5 de maio.

A série “Todo Mundo no Rio” começou em 2024 com Madonna e criou um efeito que os gestores de turismo da cidade não esperavam ser tão duradouro. Naquele ano, o fluxo de visitantes em maio cresceu 34,2% em relação ao período anterior sem o evento. Em 2025, com Lady Gaga no lugar da rainha do pop, o salto foi ainda maior: 90,5% de aumento na comparação com 2023, segundo o Observatório do Turismo Carioca.

Batizado pelos fãs de Shakicabana ou LobaCabana, o show atraiu público de praticamente todo o continente. Levantamento do Airbnb aponta que as buscas por acomodações no Rio vieram principalmente de São Paulo, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba e Brasília, no Brasil, e de Santiago, Buenos Aires, Montevidéu, Lima e Bogotá, entre os países vizinhos. Paris, Londres e Nova York também aparecem na lista de origens dos viajantes internacionais.

A ocupação hoteleira na Zona Sul chegou a 80,33% no período, com Ipanema e Leblon liderando com 86,59%, seguidas de Copacabana e Leme, com 74,08%. Para Alfredo Lopes, presidente do HotéisRio, os grandes shows já fazem parte do calendário fixo da cidade. “Funcionam como um grande instrumento divulgador e contribuem para a imagem não apenas do Rio de Janeiro, mas do Brasil como um todo”, afirmou.

Quem veio de longe ficou, em média, entre três e quatro dias na cidade. O gasto diário estimado é de R$ 547,30 por turista brasileiro, R$ 626,40 por estrangeiro e R$ 141,75 por morador local, segundo o Observatório do Turismo Carioca. Com a cidade tomada pelo ritmo da colombiana, bares, restaurantes e lojas projetam crescimento no faturamento e torcem para que a festa dure até o último acorde.

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