Menu
Economia

Setor de tecnologia da informação reivindica redução da carga tributária

Arquivo Geral

26/04/2009 0h00

A redução da carga tributária tanto a nível federal como local é uma das prioridades da nova diretoria da Associação Brasileira  das Empresas de Tecnologia da Informação seção Rio de Janeiro (Assespro/RJ), price   que será empossada no próximo dia 29, em solenidade na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).


Falando à Agência Brasil, o vice-presidente da Assespro/RJ e também da Assespro nacional, Raul Colcher, disse  que a entidade pretende ampliar a qualidade e a produtividade das pequenas empresas de TI, além de pleitear  junto ao governo um tratamento fiscal e tributário mais eqüitativo para as empresas do setor. Ele defendeu a redução de tributos, “porque TI é um insumo de praticamente tudo hoje em dia. Então,  se você onera a TI, toda a cadeia é onerada pelos tributos”. A tributação varia de acordo com o produto ou serviço prestado.


Segundo Colcher, a crise internacional não afetou de maneira profunda o setor de TI no estado do Rio de Janeiro. “As pequenas empresas de TI estão sentindo menos (os efeitos da crise) porque  têm soluções  muito avançadas e porque a TI é um instrumento para você  vencer o desafio em momentos difíceis de crise, como está ocorrendo agora. Soluções de informática ganham  produtividade e, numa hora como essa, se torna muito importante você ganhar  qualidade e produtividade nos processos de negócio. E a TI é instrumento para isso”.


Considerado um dos pólos mais pujantes do país em termos de tecnologia da informação, o Rio de Janeiro tem uma concentração  acadêmica nessa área, com duas instituições de referência. São elas a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC),  que obtiveram nota máxima da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação. A isso se somam vários centros de pesquisa. “Tem uma densidade de prestadores de serviços  nessa área, alguns pequenos, mas  extremamente avançados em termos de tecnologia, que dão ao Rio de Janeiro uma posição de vanguarda no setor”, salientou Colcher.


A Assespro/RJ  tem cerca de 200 empresas associadas, que representam 10% do total filiado à entidade nacional. Raul Colcher destacou que a concentração de negócios na área de petróleo e gás no Rio de Janeiro é um fator de desenvolvimento para as pequenas empresas fluminenses de TI. ”Tem uma demanda constante e vai ter uma demanda muito grande nos próximos anos, em função  do plano de negócios anunciado pela Petrobras”. Existe no estado um Arranjo Produtivo Local (APL) de  micro e pequenas empresas que desenvolve soluções para o setor de petróleo e gás, informou.


Durante a posse da nova diretoria da Assespro/RJ, será divulgado o novo formato do projeto Ecossistema, desenvolvido pela entidade em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio  à Micro e Pequena Empresa (Sebrae). O projeto objetiva o compartilhamento de oportunidades de negócios para  empresas do setor de informática. O Ecossistemas foi implantado há cerca de um ano e agora  está sendo institucionalizado, com um portal na ‘internet’ que será divulgado na próxima semana.


Embora não tenha ainda  estatísticas detalhadas  sobre o programa, Raul Colcher, afirmou que ele tem mostrado resultados positivos, no sentido de  propiciar oportunidades cruzadas de negócios, sobretudo para as micro e pequenas empresas fluminenses de TI. “Através de um associado, ele gera oportunidades para outros associados. É um programa de compartilhamento de oportunidades”, explicou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado