Sheila Oliveira
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O feijão carioca teve um reajuste de 72,30% no Distrito Federal, no ano passado, comparado a 2009, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa toada também tiveram reajustes a carne (42,24%), arroz (4,70%), açúcar cristal (19,28%), óleo de soja (5,16%) e macarrão (7,10%), entre outros gêneros alimentícios. Assim, em média, ficou 13,29% mais caro almoçar em casa em 2010 em relação a 2009.
E naquela história de “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, o brasiliense que optou por fazer suas refeições fora do domicílio, também sofreu com um aumento médio de 9,95% em 2010. Segundo pesquisa, a alimentação foi o vilão que contribuiu para a alta da inflação no DF que fechou o ano em 5,71%, abaixo do índice nacional de 5,92%. De qualquer forma, pesou no bolso do consumidor, de acordo com análise do economista Roberto Piscitelli, da Universidade de Brasília (UnB).
“Nos últimos três anos, o que mais tem pressionado o custo de vida dos brasilienses são os alimentos e bebidas. É uma lógica natural, pois ao passo que as famílias melhoram de vida e renda tendem a consumir mais”, explica Piscitelli. A saída, segundo o professor de economia da Upis, Carlos Alberto Reis, pode estar na prática da pechincha. “Não podemos dizer que a alta dos preços é tendência para este ano, mas o consumidor tem o poder de escolher o produto mais barato”, diz.
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