O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, web Timothy Geithner, disse hoje que o “teste de resistência” (“stress test”) realizado com os 19 maiores bancos do país, para determinar se o capital deles é adequado, reforçará com o tempo o sistema financeiro americano.
“Com o tempo, nosso sistema financeiro deve sair reforçado e menos proclive aos excessos”, afirmou Geithner, em artigo publicado hoje na seção editorial do jornal “The New York Times”.
Os reguladores americanos divulgarão hoje, por volta das 18h de Brasília, os resultados do stress test que obrigarão várias entidades do país a aumentar seu capital em bilhões de dólares.
O “Wall Street Journal” indica hoje que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) pediu a pelo menos sete bancos que aumentem seu capital em US$ 65 bilhões.
Segundo o jornal, o Bank of America terá que aumentar seu capital em US$ 34 bilhões; o Wells Fargo precisará de US$ 13 bilhões a US$ 15 bilhões; o GMAC, US$ 11,5 bilhões; o Citigroup, US$ 5 bilhões; e o Morgan Stanley, US$ 1,5 bilhão.
Também precisarão reforçar seus cofres o Regions Financial e o State Street, segundo o jornal, que indica que se desconhecem os resultados para os seis outros bancos, mas os analistas preveem que as necessidades de vários deles são significativas.
No outro extremo, estariam o JP Morgan Chase, o Goldman Sachs, o Metlife, o American Express, o Bank of New York Mellon e o Capital One Financial, que, segundo o jornal, não precisam de mais capital.
O objetivo do stress test é estimar as potenciais perdas futuras do setor se a recessão se agravar e garantir que as entidades têm capital suficiente se esse cenário se tornar realidade.
Geithner disse que o plano busca também “dissipar o nevoeiro da incerteza” sobre os balanços bancários.