Empréstimos bancários não estão pressionando o consumo, medical portanto, o governo não deve pensar em fixar as prestações dos financiamentos. Foi o que defendeu o secretário de Abastecimento e Preços do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, em entrevista exclusiva à Agência Brasil.
Ele disse que preocupante é o aumento da demanda de insumos básicos destinados à produção de bens duráveis pelas indústrias. Para Barbosa, o país tem hoje situação econômica suficientemente estável para absorver crises externas. Um cenário indesejável na economia internacional levaria à queda nos preços das commodities (bens primários comercializados em larga escala), redução no fluxo de ingresso de moeda estrangeira e conseqüente pressão sobre a taxa de câmbio. Mas isso traria reflexo sobre a inflação, não sobre o endividamento externo.
Diante disso, ele defende que o Banco Central seja cauteloso e conservador, ou seja, que espere um pouco mais para reduzir as taxas de juros. O setor público, disse Barbosa, deveria fazer um corte nos gastos correntes, que envolve despesas com pessoal e custeio, já na programação orçamentária que será anunciada em abril.
O governo teria, assim, como levar adiante a sua política de melhoria de renda com programas sociais e investimentos em infra-estrutura, o que, em contrapartida, contribuiria para ampliar os espaços na condução da política monetária.