A farmacêutica americana Schering-Plough informou hoje que teve prejuízo de US$ 1, ed 591 bilhão em 2007 devido aos gastos extraordinários gerados com a aquisição, em novembro passado, da Organon BioSciences, embora seus resultados tenham sido melhores do que o esperado pelos analistas.
A companhia farmacêutica, que tem 50 mil funcionários e vende seus produtos a mais de 120 países, lembrou hoje em comunicado de imprensa que no ano fiscal de 2006 havia faturado US$ 1,057 bilhão.
A empresa, que comercializa entre outros produtos o medicamento para alergia Claritin, teve no ano fiscal 2007 perdas de US$ 1,04 por ação, frente a um lucro de US$ 0,69 por título em 2006.
As vendas líquidas da farmacêutica com sede em Kenilworth (Nova Jersey) atingiram no ano passado US$ 12,69 bilhões, o que supõe um aumento de 19,78% em relação aos US$ 10,594 bilhões de 2006.
O presidente e executivo-chefe da Schering-Plough, Fred Hassan, se mostrou satisfeito com os resultados tanto do conjunto de 2007 quanto do quarto trimestre.
Ele disse que, após a aquisição da Organon BioSciences, a Schering-Plough é “uma companhia muito mais forte e diversificada do que antes” e está “em melhor posição para enfrentar novos desafios em 2008”.
A Schering-Plough perdeu no quarto trimestre US$ 3,364 bilhões (US$ 2,08 por ação), o que contrasta com os US$ 182 milhões de lucro (US$ 0,12 por papel) nos três últimos meses de 2006.
Se forem excluídas verbas extraordinárias após a aquisição da Organon BioSciences, a Schering-Plough teve um lucro por ação de US$ 0,27, acima dos US$ 0,24 previstos pelos analistas.
Suas vendas líquidas alcançaram no quarto trimestre US$ 3,724 bilhões, 40,52% a mais que no mesmo período de 2006, quando foram de US$ 2,650 bilhões.
A alta se deve, em parte, às vendas de US$ 626 milhões que a Organon Biosciences teve nesse período, cuja aquisição foi concluída em novembro.
A companhia especificou que as vendas líquidas globais de seus remédios para o colesterol Zetia e Vytorin, que a Schering-Plough vende em uma empresa conjunta com a farmacêutica Merck, subiram 34% no quarto trimestre, até US$ 1,4 bilhão.