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Economia

Santander e BBVA querem mais 16 milhões de clientes na América Latina

Arquivo Geral

08/07/2007 0h00

Os dois gigantes espanhóis do setor bancário, sildenafil o Santander e o BBVA, sales querem reforçar ainda mais sua liderança na América Latina e, para isso, planejam conquistar 16 milhões de clientes até 2010, o que os elevaria à base de 60 milhões de usuários.

Os grupos deram início a ambiciosos planos estratégicos para a região. Uma dos projetos consiste em conseguir 9 milhões de novos consumidores, no caso do Santander, e 8 milhões, para o BBVA, com especial atenção à classe média e às linhas de crédito. Assim, em 2010, terão o mesmo número de clientes, cerca de 30 milhões cada um.

No entanto, esta será uma das poucas semelhanças entre os bancos espanhóis, já que na América Latina eles se distanciaram muito em seus objetivos: o Santander aposta principalmente no Brasil, enquanto o BBVA centra seus esforços no México.

Para atingir seu objetivo, o Santander, grupo presidido por Emilio Botín, abrirá 945 escritórios entre 2007 e 2010 e chegará a 5.015 pontos de distribuição.

Ao mesmo tempo, instalará cinco mil caixas eletrônicos, com o que a rede passará a contar com 20 mil terminais, e ativará 3.600 postos de atendimento telefônico ao cliente, chegando a 11.400.

O principal responsável do Santander na América Latina, Francisco Luzón, afirma que, além de ampliar a rede, o banco potencializará a utilização de serviços como cartões de crédito, crédito direto ao consumidor, seguros e hipotecas, quando houver condições adequadas para elas.

Tudo isso representará um investimento de US$ 2 bilhões para o banco e a criação de seis mil empregos, principalmente em seus três mercados principais: Brasil, Chile e México.

Estes objetivos serão incrementados consideravelmente se o Santander vencer a oferta feita pelo ABN Amro e ficar com sua filial, o Banco Real, já que isso o elevaria ao segundo lugar no mercado brasileiro.

O BBVA, que se concentra em México, Chile e Argentina, abrirá 485 novos escritórios e chegará a 3.610 filiais, além de instalar 4.600 novas caixas, chegando a 13.100 terminais.

Segundo o diretor-geral do BBVA Bancomer, Ignacio Deschamps, e o da América do Sul, Vicente Rodero, para o aumento de ações nessas áreas, a população local terá que se relacionar mais intensamente com os bancos. Além disso, será preciso investir mais em crédito, em cartões e em remessas.

Com estratégias diferentes, ambos concordam sobre a importância de aumentar a aproximação dos cidadãos com os bancos, com o objetivo de sustentar o crescimento de seus negócios e avançar no desenvolvimento da região. Os dois têm previsões econômicas otimistas para a América Latina.

Segundo Luzón, a situação atual é favorável, já que a região está, em sua opinião, em plena “bonança econômica”, com taxas de crescimento de 4% e inflação baixa. Para ele, o quadro propicia a redução da pobreza e o avanço rumo a uma sociedade de classe média, normalmente mais rentável para os bancos.

Rodero, por sua vez, afirma que as perspectivas atuais são as melhores nos últimos 25 anos, mas diz que os países latinos ainda enfrentam desafios, como o de melhorar a distribuição de renda, dar mais acesso à educação e fortalecer instituições.

Para ajudar a região a enfrentar estas questões, o Santander e o BBVA elaboraram projetos sociais paralelos a seus planos financeiros. O Santander foca no âmbito universitário e na pesquisa, à qual, este ano, pode chegar a dedicar cerca € 70 milhões (US$ 95,2 milhões), só na América Latina, segundo cálculos elaborados pela Efe com base nos dados incluídos na Memória de Sustentabilidade do banco.

Já o BBVA criou uma Fundação para as Microfinanças, com um fundo de € 200 milhões (US$ 272 milhões), e dedicará 0,7% do lucro do grupo a projetos sociais.

O interesse dos bancos pela região não é gratuito, pois da América Latina procede boa parte de seu lucro. Em 2006, o Santander faturou na região € 1,776 bilhão (US$ 2,415 bilhões) e o BBVA, € 2,22 bilhões (US$ 3,019 bilhões).

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