São Paulo, 16 – O Santander Brasil elevou sua estimativa para o nível da taxa Selic ao final de 2025, de 9% para 9,5%. Para o fim deste ano, contudo, a previsão foi mantida em 10,5%.
Em relatório assinado pela economista-chefe Ana Paula Vescovi e sua equipe, o Santander argumenta que a linguagem do Comitê de Política Monetária (Copom) tornou-se “claramente mais restritiva”, indicando um risco real de um ciclo de aumento dos juros.
Eles ressaltam, porém, que as projeções subjacentes de inflação do Banco Central melhoraram, e podem se alinhar com o centro da meta de IPCA.
“Além disso, embora antecipar cortes na taxa de juros seja desafiador neste momento, isso não deve ser completamente descartado, dada a perspectiva global e a perda de tração do Produto Interno Bruto (PIB) prevista para o futuro”, acrescenta o Santander, que espera retomada do ciclo de reduções da Selic no segundo semestre do ano que vem.
Olhando para o curto prazo, diz ainda o Santander, a expectativa é de um juro básico parado em 10,5% por um período prolongado. “Vemos razões para o câmbio permanecer abaixo de R$ 5,55 e, até o momento, as expectativas de inflação se estabilizaram nos níveis observados no mês de julho, catalisadores que atuam a favor de uma projeção de IPCA mais baixa nos modelos do BC.”
Estadão Conteúdo