O grupo Santander alcançou um acréscimo de US$2,102 bilhões com a saída à Bolsa de sua filial Santander Brasil no mercado brasileiro.
Uma operação que acontece mediante uma ampliação de capital de US$6,997 bilhões.
Segundo informou o banco à Comissão Nacional da Bolsa de Valores (CNMV, órgão regulador dos mercados), o preço se situou em R$23,50.
Um preço na zona intermédia da banda de preços do folheto, R$20 e R$25.
Fontes do mercado consultadas pela Efe confirmaram que a demanda triplicou a oferta e estimam que permitirá a incorporação de ao redor de 100 mil acionistas no Brasil e mais de 30 mil nos Estados Unidos.
A OPV supõe valorar a filial brasileira do Santander em US$50,2 bilhões pela frente do Banco do Brasil e algo abaixo do Bradesco, cuja capitalização se eleva a US$57,976 bilhões.
As novas ações de Santander Brasil cotarão, além da Bolsa de São Paulo, na Bolsa de Nova York em forma de ADR (American Depositary Receipt), o instrumento que as empresas estrangeiras necessitam para inscrever suas ações na Bolsa americana.
Aproximadamente 70% do dinheiro que obtenha da oferta pública de venda de ações se destinará a financiar infraestruturas -as mencionadas filiais e caixas automáticos- e em financiar operações de crédito.
Além disso, o banco dedicará outros 20% a melhorar suas estruturas de financiamento e 10% restante será para aumentar seu capital.
O Santander adquiriu o Banco Real, então uma subsidiária do holandês ABN Amro, em outubro de 2007, e deve unificar sua marca com a desta entidade no primeiro semestre do próximo ano e passar a chamar-se Santander Brasil.