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Economia

Samarco prevê demanda e preços internacionais do minério em alta

Arquivo Geral

11/04/2008 0h00

A empresa brasileira Samarco, help segunda exportadora mundial de minério de ferro em pelotas, buy prevê que a demanda internacional e os elevados preços do produto continuarão em alta apesar da crise nos Estados Unidos e dos riscos de recessão mundial, disseram hoje seus executivos.

A Samarco, uma sociedade compartilhada entre a gigante mineradora brasileira Vale e a anglo australiana BHP Billinton, aposta no crescimento do mercado e da demanda mundial desta matéria-prima para a produção de aço.

“Estamos prevendo um crescimento de 5% da economia mundial. Isso é muito e a demanda de aço para sustentar a infra-estrutura é alta”, declarou o presidente da Samarco, José Tadeu de Moraes, para correspondentes estrangeiros no Rio de Janeiro.

A empresa inaugurará no dia 18 de abril uma nova unidade industrial – sua terceira – na localidade de Ponta Ubu (ES).

Desta forma, aumentará em 54% sua capacidade de produção de pelotas (minério de ferro aglomerado em forma de pequenas bolas) em 2008.

A estrutura, com um investimento de US$ 1,629 bilhão iniciada em 2005, incluiu uma nova usina para concentrar minério de ferro, um encanamento de 398 quilômetros de longitude para transportar o mineral, além de instalações de infra-estrutura de armazenamento e embarque.

A empresa está estudando construir uma quarta usina que está em fase de estudos de viabilidade e que requereria investimentos superiores a esta terceira estrutura.

A decisão será tomada em um ano e meio. Mas, por enquanto, o impacto da crise financeira internacional é muito leve e em certas regiões, como a Ásia e o Oriente Médio, “não está acontecendo nada”, segundo Moraes.

A demanda pelo minério de ferro continua reaquecida e o alto preço é conseqüência do mercado, onde a empresa mantém contratos de provisão de cinco, 10 e 15 anos de prazo e negociou um aumento de preços de 80% para as entregas de 2008.

“Nossa estratégia é manter um equilíbrio”, disse.

Os preços do mineral em pelotas aumentaram mais de 150% na média dos últimos quatro anos e “não há indícios” que irão esfriar, destacou.

A Samarco, que abastece a quinta parte do mercado internacional de pelotas, diversificou sua clientela, com 21% de suas exportações dirigidas à China, 22% ao resto da Ásia, 23% ao Oriente Médio e África, 20% à Europa e 14% ao continente americano, explicou o gerente de desenvolvimento, Vitor Feitosa.

Também no Brasil, há indícios que a economia continua firme, impulsionada por investimentos milionários em andamento em mineração, siderúrgica, energia, petróleo e vários outros setores.

“Esses investimentos são um reflexo de que a economia e o país suportaram bem os impactos” da crise internacional, declarou Moraes.



 

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