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Economia

Salários reduzem pobreza em 22 regiões metropolitanas

Boletim aponta queda da pobreza e da extrema pobreza nas metrópoles brasileiras em 2025, com renda domiciliar média em novo recorde.

Redação Jornal de Brasília

12/06/2026 7h28

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país. A taxa caiu para 18,4% em 2025, menor nível da série histórica desde 2012, segundo o boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

O estudo, baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles alcançou novo recorde em 2025, chegando a R$ 2.766. No ano passado, havia cerca de 15,2 milhões de pessoas em situação de pobreza nas regiões metropolitanas, com renda de até R$ 729 por mês. Desse total, 2,6 milhões estavam em extrema pobreza, com até R$ 229 por mês.

A taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras, nível que só foi superado pelas taxas registradas em 2013 e 2014. O boletim também aponta aumento da desigualdade medida pelo índice de Gini, que ficou em 0,511 em 2025. Além disso, os 10% mais ricos receberam, em média, 16,1 vezes mais do que os 40% mais pobres.

Em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles, atribuiu a redução da pobreza à remuneração do trabalho e à maior oferta de ocupações no país. Ele descartou que a melhora esteja ligada aos programas sociais de transferência de renda, observando que os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.

Ribeiro afirmou ainda que a desigualdade tem distribuição geográfica, com metrópoles das regiões Norte e Nordeste concentrando proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O estudo cita, por exemplo, o Distrito Federal, com renda média mensal de R$ 4.401, e a grande São Luís, com R$ 1.616.

As 22 regiões metropolitanas observadas no levantamento incluem áreas como Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e o Distrito Federal. Juntas, elas reúnem cerca de 300 cidades e concentram quatro em cada dez pessoas que vivem no Brasil.

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