Em sua última reunião ministerial à frente da Casa Civil, o ministro Rui Costa apresentou um balanço dos avanços sociais e econômicos do governo do presidente Lula, desde janeiro de 2023 até março deste ano. Ele enfatizou que o governo mudou a trajetória do Brasil, promovendo crescimento, redução de desigualdades e fortalecimento das instituições públicas.
Costa destacou a retirada de 26,5 milhões de pessoas da fome em 2023 e 2024, com 8,7 milhões saindo da faixa da pobreza e 3,1 milhões da pobreza extrema. O orçamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) cresceu 213%, beneficiando mais de 129 mil agricultores familiares em 3.795 municípios. Essas conquistas resultam de políticas de transferência de renda, inclusão socioprodutiva e parcerias com estados e municípios.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego caiu para 5,4% entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE, representando 102,5 milhões de brasileiros ocupados. O ministro atribuiu esse resultado a investimentos em indústria, agricultura, comércio e crédito, alcançando o menor índice da série histórica.
O crescimento dos investimentos privados reflete a confiança do mercado no crescimento do país e nas exportações. Costa apresentou resultados de novos programas sociais, como Imposto de Renda Zero, Gás do Povo, Crédito do Trabalhador, Pé-de-Meia e Agora Tem Especialistas. Ele também mencionou o compromisso com o Pacto Brasil Contra o Feminicídio, redução de desigualdades e proteção ambiental.
Em nome dos ministros, Costa agradeceu ao presidente Lula pela confiança e oportunidade de contribuir para o projeto de nação. Ele expressou orgulho pelos resultados alcançados e pela reorganização das políticas públicas no Brasil.
O Novo PAC, coordenado pela Casa Civil, contempla 99% das cidades brasileiras com obras e equipamentos. Na saúde, foram investidos R$ 31,2 bilhões em 19.675 equipamentos, 6.830 veículos e 4.097 obras, 14 vezes mais do que no período de 2019 a 2021. Na educação, R$ 24,2 bilhões foram destinados à construção de 2.972 novas escolas, 3.707 creches e aquisição de 2.500 ônibus escolares. O investimento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) cresceu 116%, reduzindo em 87% o déficit de vagas.
Outros investimentos incluem R$ 5 bilhões na educação profissional e superior, 157% superior ao anterior. O programa Água Para Todos prevê, até o final de 2026, 1.130 km de adutoras e canais, e 1 bilhão de m³ de reservação em barragens, com 1.067% mais obras iniciadas do que entre 2019 e 2021. No Minha Casa Minha Vida, a meta de 2 milhões de moradias foi atingida antecipadamente.
No setor agrícola, o Plano Safra teve aumento de 117% nos recursos. A reforma agrária assentou 230 mil famílias entre 2023 e 2025, mais de dez vezes o número do período anterior. Na agenda ambiental, o desmatamento na Amazônia caiu 50%, com avanços no combate ao garimpo ilegal e recorde de recursos para o Fundo Clima.
No comércio exterior, houve crescimento de 131% na abertura de novos mercados, gerando US$ 3,4 bilhões em exportações adicionais. Para prevenção de desastres, o valor contratado é 620 vezes maior, passando de R$ 20 milhões para R$ 12,4 bilhões. Na mobilidade urbana, R$ 5,87 bilhões foram investidos, 57 vezes mais que antes. Em saneamento, R$ 9,5 bilhões foram alocados, contra R$ 30 milhões anteriores. Desde 1995, ocorreram 160 leilões de infraestrutura, com 50 entre 2023 e 2025, e investimento público em rodovias de R$ 40 bilhões, um aumento de 67%.
Os dados indicam uma maior presença do Estado na indução do desenvolvimento, com foco na redução de desigualdades, crescimento sustentável e ampliação do acesso a serviços essenciais, em comparação ao ciclo 2019-2022.