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Economia

Rudd nega que G20 aprovará plano de estímulo econômico em Londres

Arquivo Geral

29/03/2009 0h00


Londres, ampoule 29 mar (EFE).- Os chefes de Estado e do Governo dos países do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes) não aprovarão um plano de estímulo fiscal na cúpula que ocorrerá em Londres no dia 2 de abril, assegurou hoje o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd.

Em entrevista ao programa “The Andrew Marr Show”, da “BBC”1, Rudd afirmou que será preciso pelo menos outro encontro dos líderes mundiais antes que seja possível acertar um novo pacote de medidas fiscais expansivas para reativar a economia global.

O político trabalhista ressaltou que, na última reunião do G20, em Washington, em novembro do ano passado, já foi aprovado um pacote de 1,5 trilhão de euros, e disse que agora cabe ao Fundo Monetário Internacional (FMI) decidir de que apoio adicional a economia precisará em 2010.

Hoje, o Governo do Reino Unido desmentiu o conteúdo de uma minuta do comunicado que supostamente será emitido pelos líderes do G20 na quinta-feira, e que foi divulgado pela revista alemã “Der Spiegel”.

O texto indicava que seria aprovado um estímulo fiscal em torno de 1 trilhão de euros.

Sobre a notícia, um porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Browm, afirmou que o documento era antigo e que o valor não era “novo”, mas correspondia à última cúpula do grupo.

Brown tenta se distanciar de sua proposta anterior de aprovar um novo plano de estímulo fiscal global, pois o próprio Banco da Inglaterra já advertiu de que a economia britânica não está em posição de contrair mais dívidas.

Rudd, que amanhã se reunirá com seu colega britânico, insistiu hoje em que “nunca foi a intenção” do G20 aprovar um novo pacote de ajuda na reunião de Londres.

“Foi estabelecido um mecanismo para que reflitamos sobre o que necessitamos para o futuro. Haverá outra cúpula, antes de 2010, acredito, que analisará os valores que serão necessários”, afirmou o premiê australiano.

O ministro das Relações Exteriores britânico, David Miliband, afirmou hoje no mesmo programa da cadeia pública que não se deve esperar da cúpula nenhum anúncio sobre novos planos de estímulo, já que a reunião “não visa a escrever os orçamentos das nações, mas da arquitetura financeira internacional”. EFE

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