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Economia

Rio2C 2026 reúne 55 mil e destaca força da economia criativa

Evento no Rio de Janeiro reuniu participantes de 30 países e foi marcado por anúncios do governo para o audiovisual

Redação Jornal de Brasília

01/06/2026 15h55

rio 2c

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os seis dias de debates, rodadas de negócios, encontros internacionais e apresentações artísticas do Rio2C reuniram mais de 55 mil participantes de 30 países no Rio de Janeiro, segundo balanço divulgado pela organização na noite de domingo (31). A edição de 2026 contou com representação de mais de 20 setores da indústria criativa e reforçou o evento como espaço de negócios, com 1.650 reuniões de mercado, 366 players da indústria e 1.301 inscrições em pitchings voltados ao audiovisual, editorial, música e soluções tecnológicas.

A programação também foi marcada por anúncios e debates sobre o papel da cultura na economia. Ao longo da semana, o governo federal anunciou a inclusão da cadeia produtiva do audiovisual no programa Nova Indústria Brasil (NIB), iniciativa coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com o Ministério da Cultura. Batizado de Programa da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro, o plano prevê linhas de crédito específicas, estímulo à exportação de produções nacionais e articulação com instituições financeiras públicas como BNDES, Finep, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Durante o anúncio, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o audiovisual representa 0,6% do PIB brasileiro e tem peso superior ao de setores industriais tradicionais, além de empregar mais do que a indústria automotiva.

O debate sobre cultura como vetor de desenvolvimento também esteve no centro da programação do palco MinC Conecta, primeiro espaço próprio do Ministério da Cultura dentro do Rio2C. O ambiente reuniu discussões sobre inteligência artificial, fomento cultural, audiovisual, sustentabilidade e economia criativa. Em uma das mesas do evento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu a cultura como área estratégica para o país e citou dados inéditos sobre os impactos econômicos da Lei Rouanet.

Segundo a ministra, uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas mostrou que os R$ 3 bilhões investidos via patrocínio movimentaram R$ 25,7 bilhões na economia brasileira em 2024, com geração de 228 mil postos de trabalho e R$ 3,8 bilhões em tributos arrecadados. Margareth Menezes afirmou ainda que o país vive um processo de reconstrução das políticas culturais e destacou a importância da qualificação profissional e da retomada do ensino de artes nas escolas.

Outro destaque da semana foi o lançamento oficial da plataforma Tela Brasil, streaming público e gratuito dedicado ao audiovisual brasileiro. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e terá acesso integrado ao Gov.br. A plataforma estreou com 555 obras audiovisuais nacionais, entre curtas, longas, séries e telefilmes, incluindo títulos como Central do Brasil, Cidade de Deus, Xica da Silva, A Hora da Estrela e Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Na cerimônia de lançamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Tela Brasil pode contribuir para a compreensão do país e defendeu mais acesso às produções nacionais. Margareth Menezes disse que um dos objetivos da plataforma é democratizar o acesso ao audiovisual brasileiro e enfrentar o gargalo da distribuição.

Para Rafael Lazarini, idealizador do Rio2C e fundador da Da20 Entertainment, a edição de 2026 marcou a confirmação da internacionalização do evento e o fortalecimento institucional do projeto, que, segundo ele, se posiciona hoje como um evento setorial de ponta.

As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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