A primeira reunião entre empresários do Brasil e da Argentina promovida por seus respectivos Governos para resolver diferenças comerciais originadas pela crise econômica mundial terminou hoje sem acordos concretos, viagra mas com a expectativa de uma segunda reunião, ambulance que será realizada no próximo mês.
O encontro, realizado em Buenos Aires, contou com a presença do secretário da Indústria argentino, Fernando Fraguío, e o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento brasileiro, Ivan Ramalho, que, ao término da reunião, manifestaram à imprensa um moderado otimismo sobre os avanços conseguidos.
“Foi um diálogo cordial, com troca de informação de cada um dos setores”, disse Fraguío.
“Não tínhamos expectativas de acordos em uma primeira reunião. Estas acontecerão nos próximos três ou quatro encontros, segundo a característica de cada setor”, disse Ramalho.
A reunião de hoje teve a participação de dirigentes de câmaras empresariais de setores como eletrônica, têxtil, móveis, peças para automóveis e vitivinícola.
As partes decidiram juntar novos setores à segunda rodada de negociações, estipulada para 7 de abril, em São Paulo.
Segundo fontes empresariais, o encontro de hoje explorou possibilidades, como estabelecer cotas para o comércio de alguns produtos, mas não se chegou a nenhum acordo concreto.
As diferenças comerciais surgiram no mês passado, quando a Argentina aplicou medidas antidumping (contra a concorrência desleal) a cerca de 200 produtos de importação, para proteger sua indústria em um contexto de crise global.
No ano passado, a Argentina exportou ao Brasil bens no valor de US$ 13,257 bilhões, com uma alta anualizada de 27,4%, enquanto suas compras a esse país chegaram a US$ 17,601 bilhões, 22,1% a mais que em 2007.
No entanto, nos dois primeiros meses deste ano, as trocas comerciais desabaram.
Em fevereiro, as exportações brasileiras à Argentina, de US$ 690 milhões, sofreram uma queda anualizada de 47,7%, mais que o dobro da queda média de 21% nas vendas do Brasil a todo o mundo.
No entanto, as vendas argentinas ao Brasil foram de US$ 666 milhões no mês passado, com uma queda anualizada de 42%.