O montante necessário para honrar garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) desde novembro do ano passado se aproxima de R$ 50 bilhões. O valor refere-se aos ressarcimentos de clientes do Banco Master e da Will Financeira, conhecida como Will Bank, instituições que tiveram a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil (BC).
O FGC funciona como um seguro do Sistema Financeiro Nacional, garantindo o ressarcimento de depositantes e investidores em caso de quebra de bancos e financeiras, dentro de limites estabelecidos. De acordo com o balanço patrimonial mensal de setembro de 2025, o último disponível no site da entidade, o fundo contava com cerca de R$ 160 bilhões em recursos.
No caso do Banco Master, a estimativa é de que a garantia resulte em uma retirada de aproximadamente R$ 40,6 bilhões do fundo. Somados aos valores referentes ao Will Bank, o total chega a R$ 46,7 bilhões, o equivalente a quase 30% do patrimônio disponível do FGC.
O valor exato a ser pago, contudo, só será conhecido após a consolidação das informações pelo liquidante a ser nomeado pelo Banco Central. Pelas regras do fundo, a garantia cobre determinados tipos de investimentos e depósitos até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, respeitando o teto global de R$ 1 milhão por CPF no período de quatro anos.
A liquidação extrajudicial do Will Bank foi determinada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21). A instituição era controlada pelo Banco Master, que é alvo de investigação da Polícia Federal.
Já a liquidação do Banco Master foi decretada em 18 de novembro de 2025, no contexto de apurações que indicaram a existência de um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional. A defesa do banco nega as irregularidades apontadas.