Pela primeira vez na história do Brasil, more about as reservas internacionais do país superaram o valor da dívida externa, ask graças ao aumento das exportações e à entrada recorde de divisas, informou hoje o Banco Central (BC).
O balanço de janeiro de 2008, que será divulgado na semana que vem, mostrará que a dívida líquida do Brasil será negativa pela primeira vez, no valor de mais de US$ 4 bilhões, segundo cálculos antecipados hoje pelo BC em seu relatório “Focus – Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil”.
O total da dívida líquida, que é a diferença entre a dívida externa e as reservas internacionais, caiu de US$ 165,2 bilhões no final de 2003 para US$ 4,3 bilhões no fechamento do ano de 2007.
Além da redução na dívida externa, as reservas internacionais do Brasil aumentaram para US$ 187,4 bilhões no final de janeiro.
Esse valor é 3,9% superior aos US$ 180,3 bilhões em reservas registrados pelo Banco Central no fechamento de dezembro passado.
O resultado do último mês de 2007, por sua vez, representou um crescimento de 110,1% frente às quantias contabilizadas ao término de 2006.
Segundo o relatório divulgado hoje pelo BC, os resultados no setor externo mostram o “inquestionável fortalecimento da posição externa do país”.
Para a entidade, tal acontecimento constitui um “fato inédito”, que tende a suavizar, “embora sem anular por completo, o impacto de eventos externos adversos”.
O Banco Central explica em seu documento que o Brasil conseguiu se transformar em credor externo graças aos “resultados recordes” nas exportações, nas transações correntes e na entrada de divisas no país.
O aumento no ingresso de divisas esteve ligado à tentativa infrutífera do BC de conter a valorização do real em relação ao dólar mediante a compra da moeda no mercado.
Apesar das compras diárias de dólares realizadas pela entidade bancária, a divisa americana caiu na manhã de hoje para R$ 1,71, seu menor valor nos últimos oito anos.
A balança comercial do Brasil teve um superávit consolidado de quase US$ 40 bilhões em 2007. Este número representou uma queda de 13,8% frente ao saldo positivo registrado em 2006, o que também se deve em parte pela valorização do real em relação à moeda americana.