O secretário-executivo da Cepal, more about José Luis Machinea, afirmou hoje que o ciclo positivo da América Latina poderia durar entre 10 e 15 anos mais, mas alertou que a região tem que melhorar a competitividade.
“É difícil dizer o quanto se prolongará o crescimento na América Latina, embora haja uma mudança estrutural que poderia durar entre 10 e 15 anos”, declarou Machinea, ao comentar o Balanço preliminar da economia regional, que este ano cresceu 5,6%.
O economista argentino afirmou que no caminho “podem acontecer oscilações, mas existe uma tendência positiva, que no caso da América Latina tem uma oportunidade que não vai durar toda a vida, mas durará algum tempo”.
“É uma oportunidade quase única em termos da situação internacional e de recursos fiscais”, afirmou Machinea.
Porém, ele disse que a região “tem que fazer algo mais para aproveitar esta oportunidade” e para isto é necessário elaborar “uma estratégia de médio a longo prazo assentada na associação entre o setor público e privado”.
“A região não está fazendo o suficiente para melhorar a competitividade sistêmica (global, generalizada), com a qual os países podem crescer”, declarou.
Neste sentido, Machinea afirmou que seria necessário aumentar o investimento em infra-estrutura, principalmente no setor de transporte e energia.
“A região deve fazer um esforço maior neste campo e o setor público tem que fazer isto por meio da iniciativa privada, mas o primeiro tem que liderar este processo”, ressaltou.
Outro elemento que o dirigente da Cepal ressaltou é o aumento nos incentivos para a inovação e o desenvolvimento, embora tenha dito que para isto é necessário ter “recursos humanos capacitados”.
“É preciso melhorar a qualidade da educação. Isso é um imperativo da região”, concluiu.