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Economia

Renault irá a julgamento na França por escândalo “Dieselgate”

Montadora é acusada de manipular sistemas de controle de emissões em veículos a diesel para atender testes de poluição; empresa nega irregularidades e diz que defenderá sua inocência

Redação Jornal de Brasília

27/07/2026 15h55

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Foto: Loic Venance / AFP

A Justiça francesa decidiu levar a julgamento por fraude qualificada a montadora francesa Renault, um dos quatro grupos automobilísticos investigados no âmbito do escândalo conhecido como “Dieselgate”, informou o Ministério Público à AFP nesta segunda-feira (27).

Diversas montadoras enfrentaram ações judiciais em todo o mundo, sobretudo na Alemanha, na França, nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, por manipular os níveis de emissões de milhões de veículos a diesel para que passassem nos testes de controle de poluição.

A decisão relativa à Renault baseia-se em fatos ocorridos entre 1º de setembro de 2009 e 12 de janeiro de 2017, esclareceu o Ministério Público. A data do julgamento por fraude qualificada deverá ser definida em uma audiência prevista para 1º de abril de 2027.

A montadora é suspeita de ter “calibrado especificamente” veículos enquadrados nas normas Euro 5 e Euro 6 para que cumprissem os parâmetros regulamentares durante os testes de homologação, mas não em condições normais de uso, segundo os argumentos do Ministério Público aos quais a AFP teve acesso.

Essa suposta calibração fraudulenta pode ter favorecido a poluição atmosférica por óxidos de nitrogênio (NOx), “contribuindo, em particular, para o surgimento de doenças respiratórias em seres humanos”, acrescenta a acusação.

“Os veículos da Renault sempre foram homologados em conformidade com as leis e os regulamentos”, reagiu a montadora em um comunicado, no qual afirmou estar preparada para defender sua “inocência” perante a Justiça.

A Renault é o segundo grupo automobilístico, depois da alemã Volkswagen, a ser levado a julgamento na França.

A Justiça ainda deverá decidir se também julgará a Peugeot-Citroën e a Fiat Chrysler no âmbito desse escândalo, que veio à tona no fim de 2015.

AFP

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