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Economia

Relatório sobre o fim da escala 6×1 não será contra ninguém, afirma relator de comissão

Segundo o parlamentar, o texto deverá contemplar tanto interesses empresariais quanto dos trabalhadores

Redação Jornal de Brasília

14/05/2026 12h09

escala 6x1

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

O relator da comissão especial sobre o fim da escala 6×1, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou nesta quinta-feira, 14, que o relatório final “não será contra ninguém”. Segundo o parlamentar, o texto deverá contemplar tanto interesses empresariais quanto dos trabalhadores. “O relatório não será contra ninguém. Eu terei uma agenda grande com o setor patronal aqui em São Paulo também”, disse Leo Prates. “A gente vai tentar encontrar um texto que diminua os danos sem prejudicar o trabalhador.”

O deputado também ressaltou o papel do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que embarcou na discussão sobre a redução da jornada de trabalho, segundo ele. 

De acordo com o parlamentar, o “lado” da comissão especial é dos “seres humanos” e esse debate está alinhado com discussões mundo afora.

A comissão é presidida pelo deputado Alencar Santana (PT-SP). O tema segue em discussão com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho

Eles participaram de audiência pública da Câmara dos Deputados, em São Paulo (SP), evento integrado ao programa “Câmara pelo Brasil”, promovido pela comissão especial que debate o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no País. Também esteve presente a ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado, Marina Silva (Rede), e o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força.

Prates disse ainda que, na sua visão, diante do volume de emissões e isenções já concedidas pelo Brasil sem benefício à sociedade ou qualquer efeito social relevante, o fim da escala 6×1 seria algo viável e que “não tem preço”.

Na Câmara, a expectativa é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto seja votada na comissão especial em 26 de maio e levada a plenário no dia seguinte. O texto analisado (221/2019) é o do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), ao qual a proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) foi apensada.

Estadão Conteúdo.

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