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Economia

Região Sul é a mais afetada por tarifaço, enquanto Sudeste se beneficia de exceções

Em média, só 12% das exportações da região figuram na lista de exceções à cobrança adicional de 40%, que se soma à já anunciada tarifa de 10% ao País

Redação Jornal de Brasília

01/08/2025 6h24

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os três Estados da região Sul devem ser os mais afetados pelo tarifaço contra produtos brasileiros formalizado na quarta-feira, 30, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em média, só 12% das exportações da região figuram na lista de exceções à cobrança adicional de 40%, que se soma à já anunciada tarifa de 10% ao País.

Para chegar aos resultados, o Estadão/Broadcast cruzou as informações do Comexstat com a lista de exceções às tarifas. Pode haver pequenas inconsistências nos números, porque os códigos da Tabela Tarifária Harmonizada dos (HTSUS) são mais completos do que os do Sistema Harmonizado (SH) internacional, que foi usado no cruzamento.

Entre as sete Unidades da Federação que exportaram mais de US$ 1 bilhão aos EUA no ano passado, todas do Sudeste e do Sul do País (veja lista abaixo), o Paraná seria a mais atingida. Só US$ 63 milhões do US$ 1,588 bilhão vendido pelo Estado aos americanos no acumulado do ano passado estariam entre as exceções, um total de 3,97%. Nenhum dos dez principais produtos do Estado foi contemplado nas exceções.

Em seguida, aparecem os dois vizinhos ao sul. O Rio Grande do Sul seria o segundo mais atingido, com apenas US$ 274 milhões do US$ 1,847 bilhão exportado em 2024 protegidos da cobrança, ou 14,86%. Santa Catarina seria o terceiro mais afetado, tendo US$ 295,876 milhões em produtos preservados das tarifas, de um total de US$ 1,745 bilhão embarcado.

Na outra ponta, aparecem os Estados do Sudeste. Dos US$ 7,413 bilhões vendidos pelo Rio de Janeiro aos EUA no ano passado, US$ 5,011 bilhões escapariam do tarifaço, ou 67,30%. A maior exportação fluminense – o petróleo bruto, cujas vendas somaram US$ 4,084 bilhões em 2024 – entrou na lista das exceções.

O Espírito Santo teve 47,15% da sua pauta exportadora aos EUA em 2024 preservada, ou US$ 1,447 bilhão de US$ 3,068 bilhões, beneficiado por pastas químicas de madeira e minérios de ferro. São Paulo, por sua vez, teria US$ 5,989 bilhões de US$ 13,572 bilhões poupados das tarifas (44,13%), principalmente por causa de aviões, petróleo e sucos de laranja.

Veja os Estados que mais exportaram para os EUA em 2024:

  1. São Paulo: US$ 13,6 bilhões
  2. Rio de Janeiro: US$ 7,4 bilhões
  3. Minas Gerais: US$ 4,6 bilhões
  4. Espírito Santo: US$ 3 bilhões
  5. Rio Grande do Sul: US$ 1,8 bilhão
  6. Santa Catarina: US$ 1,7 bilhão
  7. Paraná: US$ 1,6 bilhão

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