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Economia

Rato diz que preço do pretróleo continuará aumentando

Arquivo Geral

03/06/2008 0h00

O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Rodrigo de Rato disse hoje que o aumento do preço do petróleo sofrerá uma aceleração nos próximos meses.

Para Rato, nurse os motivos são o aumento da demanda das economias emergentes e a pouca margem de excedente existente.

“Teremos uma substancial aceleração do aumento do preço nos próximos meses”, advertiu Rato no primeiro dia do Fórum da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No caso do petróleo, Rato disse que os preços mais que dobraram nos últimos 12 meses e chegaram aos valores mais elevados da história, enquanto as margens de excedentes (a diferença entre o que é posto no mercado e o que poderia ser produzido) são as mais baixas dos últimos anos.

O ex-diretor-gerente do FMI destacou a contradição que o encarecimento do barril do petróleo não permite uma expansão dos volumes produzidos.

Rato também disse que os 15 principais países produtores de petróleo reduziram suas exportações e relacionou esse fenômeno com a onda de nacionalismo que está se expandindo por muitas dessas nações.

Segundo Rato, esse movimento de nacionalismo, na medida em que põe impedimentos à liberalização do investimento e restringe os recursos, é um dos três desafios do mundo perante o novo ciclo econômico.

Os outros dois desafios estão relacionados com as crescentes pressões inflacionárias e com os desequilíbrios financeiros internacionais.

Para Rato, a conjunção de inflação alta e desvalorização do dólar “pode trazer problemas sérios a vários países”, inclusive aos Estados Unidos, já levando em conta que a depreciação de sua divisa está permitindo aos americanos recuperarem cotas de mercado na exportação.

A respeito da crise financeira, o ex-diretor-gerente do FMI disse que se está “longe de um funcionamento normal dos mercados de crédito”.

O Fórum da OCDE, que se estende até amanhã, quando começa a reunião anual de ministros de Finanças dos países da organização, será dedicado este ano à mudança climática, crescimento e estabilidade.


 

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