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Economia

"Pibinho" do DF é pior que o do Brasil

Arquivo Geral

08/06/2013 13h55

Depois de registrar quatro trimestres seguidos de desempenho positivo, o Produto Interno Bruto (PIB) do Distrito Federal decepcionou, e muito. O Índice de Desempenho Econômico (Idecon-DF) do primeiro trimestre de 2013 teve queda 0,4%, resultado bem distante do PIB verificado a nível nacional, cuja alta foi de 1,9%, segundo o IBGE. Ou seja, Brasília se contentou com um “pibinho” ainda pior do que o do Brasil, por si só já bastante preocupante.

 

De acordo com a Codeplan, que divulgou ontem o indicador que serve de parâmetro para a economia brasiliense, o crescimento pífio de apenas 0,3% do setor de serviços não foi suficiente para compensar a forte queda observada nos setores da indústria e da agropecuária.

 

A indústria, com peso de 6,55% no PIB local, registrou queda de 8,8% no período. Neste setor, está a construção civil, que representa 4,19% da riqueza brasiliense e apresentou forte queda de 16,6% no pimeiro trimestre. A título de comparação, no Brasil a atividade caiu 1,3%.

 

Minha Casa, Minha Vida

 

O resultado decepcionante da construção civil no DF foi influenciado por fatores como a queda no nível de ocupação decorrente do término de grandes obras, como a do Estádio Mané Garrincha.

 

Pesou também para esse resultado a desaceleração das obras do Programa Minha Casa, Minha Vida, que chegaram a ser suspensas temporariamente pela Caixa Ecômica em virtude de problemas nas obras em Águas Lindas e regiões adiministrativas do DF.

 

“O desempenho da indústria como um todo no Distrito Federal foi muito mais determinado pelo comportamento da construção civil. Considerando que esse setor representa 64% de toda a indústria do DF, é de se esperar que o desempenho da atividade seja determinante no resultado geral do setor”, justifica o economista e responsável pela pesquisa, Philippe Tshimanga.

 

Serviço tem o maior peso

 

Na estrutura de cálculo do PIB do Distrito Federal, o setor de serviços representa 93,20% de toda a atividade econômica, influenciando, portanto, no resultado geral do desempenho econômico local. A alta de 0,3% foi insignificante, embora mostre recuperação em relação aos dois trimetres anteriores.

 

O maior crescimento do setor foi obtido pela atividade de informação, com variação positiva de 4,3%. Na avaliação da Codeplan, essa área vem mantendo desempenho positivo desde o início da série de cálculo do Idecon, em 2012.

 

A atividade comércio registrou crescimento de 1,5%, um pouco acima da média nacional de 1,2% divulgada pelo IBGE. A alta do comércio pode ser explicado, principalmente, pelo volume de vendas de veículos novos (+2,7%) e também pelo aumento do pessoal ocupado (+3,5%).

 

O presidente da Codeplan, Júlio Miragaya, defende o crescimento da cadeia produtiva no DF. “A extrema dependência de um único segmento é ruim, pois despenca os demais setores em momentos de imprevistos. Precisamos diversificar nossa cadeia produtiva”, diz.

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