O governo Dilma Rousseff concedeu aos aposentados e pensionistas que recebem mais do que o salário-mínimo um reajuste maior do que o do próprio mínimo. Uma portaria conjunta dos ministérios da Previdência Social e Fazenda, publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU), fixou em 6,41% o aumento desses benefícios. Na semana passada, o então presidente Lula corrigiu o salário-mínimo em apenas 5,88%, de R$ 510 para R$ 540 neste ano.
Dilma, na verdade, está dando aos aposentados apenas a inflação acumulada em 2010, o que não aconteceu com o salário-mínimo definido pela equipe de Lula. A estimativa do governo para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 2010 é de 6,41%. A “boa ação” da equipe da nova presidente será usada por sindicalistas para exigir elevação adicional do mínimo. O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, já apresentou emenda à MP de Lula para subir valor para R$ 580. Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a intenção é manter os R$ 540, que usa regra acordada com as centrais – inflação mais crescimento econômico de dois anos antes.
Contas
Segundo o Ministério da Previdência Social, o aumento de 6,41% atende 8,7 milhões beneficiários e terá impacto adicional de R$ 7,987 bilhões nas contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já a correção dos benefícios até um salário-mínimo, que atinge 15,5 milhões aposentados e pensionistas, representará um acréscimo de R$ 5,148 bilhões nos benefícios do INSS.
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