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Queda no IPP foi puxada por outros produtos químicos e alimentos, diz IBGE

Por Agência Estado 27/09/2016 1h58

As reduções nos preços dos segmentos outros produtos químicos e alimentos deram as maiores contribuições para a queda de 0,26% registrada pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP) em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês, os produtos alimentícios ficaram 0,71% mais baratos, o equivalente a um impacto de -0,15 ponto porcentual, enquanto os outros produtos químicos caíram 2,54%, ou -0,24 ponto porcentual. <p><p>"O IPP foi puxado para baixo pelo comportamento de alimentos, que é importante porque é a maior atividade, junto com outros que já estavam negativos, como outros produtos químicos", apontou Alexandre Brandão, gerente do IPP no IBGE. "No caso de alimentos é a soja, por causa da entrada da safra americana, e leite, que está baixando de preço por causa do fim da entressafra", acrescentou.<p><p>O setor de Alimentos tem o maior peso no indicador, responsável por 22,26% do IPP de agosto. Já o setor de outros produtos químicos teve influência de efeitos do mercado internacional sobre o etileno, fertilizantes, herbicidas e propileno.<p><p>Em agosto, 11 das 24 atividades pesquisadas apresentaram aumentos de preços na porta de fábrica. A maior alta foi registrada pelas indústrias extrativas (4,15%), seguidas por metalurgia (1,51%). Ambas também deram as principais contribuições positivas para o total do indicador, impedindo uma queda maior no IPP.<p><p>As Indústrias extrativas impactaram em 0,11 ponto porcentual, enquanto metalurgia contribuiu também com 0,11 ponto porcentual. Segundo Brandão, os preços da Indústria extrativa tiveram influência do mercado internacional, enquanto a metalurgia aposta numa recuperação de margem principalmente da siderurgia principalmente, já que os preços do cobre e do alumínio estão caindo.<p><p>Outro destaque foi a alta de 0,73% registrada por veículos, que impulsionaram o avanço de 0,92% nos preços dos bens de consumo duráveis no mês. Como os automóveis respondem por 60% dos bens duráveis, o gerente da pesquisa lembra que qualquer variação pequena de preços tem influência sobre o resultado final. Segundo ele, o aumento de veículos impediu também uma queda maior no IPP de agosto.<p><p>"Bens de consumo duráveis sobem muito por conta de veículos. Algumas empresas já começaram a lançar modelos para o ano que vem, então o preço fica mais alto", explicou Brandão.<p><p><b>Bens de capital</b><p><p>Os bens de capital ficaram 0,16% mais baratos na porta de fábrica em agosto ante julho, dentro do IPP divulgado pelo IBGE. Já os preços dos bens intermediários diminuíram 0,44%. <p><p>Quanto aos bens de consumo, houve ligeiro aumento de 0,02%, sendo que os bens de consumo duráveis avançaram 0,92% e os bens de consumo semiduráveis e não duráveis recuaram 0,26%. <p><p>A maior contribuição para a redução de 0,26% registrada no IPP de agosto foi -0,25 p.p. de bens intermediários (-0,25 ponto porcentual), seguida por bens de consumo semiduráveis e não duráveis (-0,07 p.p.), bens de capital (-0,01 p.p.) e bens de consumo duráveis (0,08 p.p.).<p><p><b>Real x dólar</b><p><p>A valorização do real ante o dólar tem contribuído para a deflação registrada na porta de fábrica no País em 2016. A queda de cerca de 9% da moeda americana contabilizada nos oito primeiros meses do ano ajudaram no recuo de 0,93% verificado pelo IPP.<p><p>"Dos últimos dez resultados do IPP, sete são resultados negativos . A gente está num ambiente de apreciação do real. O real teve valorização de 17% ante o dólar nos últimos 12 meses. No acumulado do ano, o real subiu cerca de 9% ante o dólar", ressaltou Alexandre Brandão.<p><p>De janeiro a agosto, as maiores quedas ocorreram em outros produtos químicos (-13,07%), outros equipamentos de transporte (-10,88%) e fumo (-10,31%). A maior alta foi na atividade de impressão (10,21%). <p><p>Os setores de maior influência sobre o resultado do IPP foram outros produtos químicos (-1,40 ponto porcentual), refino de petróleo e produtos de álcool (-0,58 ponto porcentual) e outros equipamentos de transporte (-0,28 ponto porcentual). Na direção oposta, o segmento de alimentos (1,40 ponto porcentual) pressionou a taxa. <br /><br /><b>Fonte: </b>Estadao Conteudo








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