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Economia

Quebra do monopólio fará mercado do resseguro crescer, indica executivo

Arquivo Geral

14/04/2008 0h00

A abertura efetiva do mercado ressegurador brasileiro, site a partir da próxima quinta-feira (17), amplia a possibilidade de crescimento do setor no médio e longo prazos, avaliou hoje (14) o presidente da Swiss Re no Brasil, Henrique Oliveira.

A Swiss Re aguarda autorização do governo, através da Superintendência de Seguros Privados (Susep), para operar no Brasil e a expectativa, segundo Oliveira, é que a Swiss Re comece a operar no setor de resseguro brasileiro até o final deste semestre.

O mercado de resseguros global movimenta quase US$ 200 bilhões e a fatia do grupo suíço, nesse cenário, foi de 15% em 2007. Com 11 mil empregados em todo o mundo, o grupo faturou em 2007 o equivalente a US$ 30 bilhões.

Com a Swiss Re operando no mercado de resseguros brasileiro, será a primeira vez que o segmento terá a participação do setor privado.

Hoje, o IRB Brasil-Re, antigo Instituto de Resseguros do Brasil, é o único no mercao brasileiro. Segundo o presidente da Swiss Re, a participação do Brasil no mercado mundial, representado até agora somente pelo IRB Brasil-Re, é de 1% dos US$ 200 bilhões. “É uma questão de tempo para crescer. Resseguro é longo prazo”, analisou Henrique Oliveira.

Dados não-oficiais indicam que o faturamento do IRB Brasil-Re em 2007 foi de R$ 3,7 bilhões. Em 2006, o instituto faturou R$ 3,4 bilhões.

O presidente da Swiss Re no Brasil citou projeções de analistas financeiros que apontam para a ampliação do setor de resseguro diante do Produto Interno Bruto(PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país. A expectativa é que a atividade, que hoje representa cerca de 3% do PIB, dobre de tamanho em até cinco anos, sinalizou o executivo.

Henrique Oliveira disse que a concorrência deverá contribuir para a redução de preços no Brasil. “É natural uma tendência de acomodação dos preços no mercado”, avaliou. Com a quebra do monopólio e a conseqüente abertura da atividade do resseguro ao setor privado, o presidente da empresa suíça prevê que o mercado brasileiro e os seus riscos vão ficar mais sujeitos às flutuações do exterior.

“Isso vem para o bem. Quando os preços sobem muito lá fora, eles sobem aqui. Com a abertura e o mercado se solidificando e se estabilizando em termos de ser um mercado realmente aberto, a tendência será de acompanhar mais os movimentos cíclicos mundiais”, comentou.

Por lei, a Swiss Re deverá investir, inicialmente, US$ 5 milhões para correr o risco de resseguro no Brasil. Os principais tipos de resseguros que o grupo suíço pretende operar no país são os patrimoniais, rurais, de crédito e garantia, marine (cascos e transportes), engenharia e vida.


 

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