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Economia

Protesto se expande e centenas de pessoas são presas

Arquivo Geral

17/10/2011 11h00

Centenas de pessoas foram presas em Nova York e outras partes do mundo ao longo dos atos globais do movimento de Ocupação de Wall Street durante o fim de semana. Em Roma, os protestos foram violentos, com alguns manifestantes ateando fogo em prédios e veículos. A polícia de Nova York prendeu 92 pessoas que desrespeitaram os limites e os horários para os protestos, em mais dia de embate entre os dois lados.

No Times Square, onde foi realizada uma grande concentração com algumas milhares de pessoas, incluindo turistas e curiosos, houve um enfrentamento entre manifestantes e policiais, sem feridos graves. A tensão também atingiu uma assembleia do movimento na Washington Square, que é uma praça no meio do campus da Universidade de Nova York.

“Cerca de 20 ocupantes foram presos em uma agência do Citibank ao tentarem retirar dinheiro de suas contas no gigante das finanças globais”, afirma o site oficial da Ocupação de Wall Street, ao se referir às prisões ao redor da Washington Square. No domingo pela manhã, os protestos estavam concentrados apenas no Zuccotti Park, apelidado de praça da liberdade pelo movimento de Ocupação de Wall Street.

O local se transformou em uma espécie de comunidade anarquista no meio do distrito financeiro de Manhattan, com algumas centenas de pessoas acampadas. Conforme o Estado verificou ao passar um dia no local, a maior parte dos integrantes é composta por jovens estudantes e recém graduados, ao lado de ex-hippies. Até agora, em Nova York, as manifestações não são partidárias.

Os organizadores, em seu site oficial, celebravam os protestos ao redor do mundo, dizendo que atingiram mais de 1.500 cidades, incluindo São Paulo. No Reino Unido, o movimento ganhou força e os manifestantes acamparam diante da Bolsa de Valores de Londres. Não há uma mensagem clara no movimento, que tampouco conta com líderes.

Segundo eles, os protestos são dos 99% da população que sofrem as consequências de um sistema “controlado pela corrupção e a cobiça de 1%”. A inspiração seria a praça Tahrir, no Egito, e os indignados, da Espanha. Na imprensa americana, começaram a surgir especulações não confirmadas de que o mega investidor George Soros estaria por trás do financiamento das manifestações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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