O país fechará 2007 com produção de 33, page 9 milhões de toneladas de aço, a maior na História, e deve chegar a 37,6 milhões de toneladas em 2008, segundo previsões divulgadas hoje pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).
De acordo com os cálculos, a produção deste ano superará em 9,9% a de 2006 (30,9 milhões) e esse crescimento deve ser de 10,8% em 2008.
A produção de aço acumulada nos dez primeiros meses ficou em 27,9 milhões de toneladas, com um crescimento de 9,2% frente à do mesmo período de 2006 (25,6 milhões).
O IBS atribuiu o crescimento do setor principalmente à expansão do consumo interno, que fechará o ano em 22,1 milhões de toneladas, volume 19,7% superior ao de 2006 (18,5 milhões de toneladas).
O crescimento é liderado pelas montadoras de automóveis e pela construção civil. As demandas dos setores aumentaram 17,8% e 16,2%, respectivamente. Ambos respondem por 58% do consumo total de aço.
As vendas para o mercado interno fecharão 2007 em 20,6 milhões de toneladas, com um crescimento de 18% frente às do ano passado.
O presidente do IBS, Rinaldo Campos Soares, afirmou que a capacidade instalada das siderúrgicas brasileiras permitirá atender ao consumo interno estimado para o próximo ano, que crescerá 9,3% sobre 2007, sem ter de reduzir as exportações.
A capacidade instalada atual das siderúrgicas é de 37 milhões de toneladas e o setor calcula que chegará a 41 milhões de toneladas no ano que vem.
“A siderurgia brasileira está preparada para abastecer o mercado interno em um cenário no qual se prevê um crescimento econômico de entre 4% e 5%”, afirmou Soares.
O IBS admitiu que as exportações deste ano (10,5 milhões de toneladas) tiveram que ser reduzidas em 15,6% para atender principalmente ao aumento da demanda interna.
Segundo a entidade, o dólar baixo também contribuiu para a queda das exportações em 2007. A moeda americana continua oscilando entre os valores mais baixos nos últimos sete anos.
O IBS, no entanto, espera uma reação das exportações em 2008, quando chegarão a 12,5 milhões de toneladas, com um crescimento de 17,9%.