O presidente do Federal Reserve (Fed, viagra dosage banco central americano), visit this Ben Bernanke, click destacou a fragilidade da economia americana e disse que a entidade que lidera atuará “para apoiar o crescimento”, caso seja necessário, apesar do aumento da inflação.
O testemunho de Bernanke diante do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes foi uma relação de informações preocupantes que deixaram claro onde está a preocupação do chefe do Fed.
“É importante reconhecer que há riscos de recessão”, afirmou.
O aumento recente da inflação nos Estados Unidos espalhou calafrios no mercado, que temia que o Fed pensasse duas vezes antes de diminuir as taxas de juros.
Em seu discurso, Bernanke dedicou um parágrafo à inflação, que ele afirmou manter um “ritmo alto”. Mesmo assim, manteve a promessa que fez há duas semanas de intervir para resistir à fraqueza econômica.
Bernanke afirmou que o Comitê do Mercado Aberto do Fed, entidade que estabelece a política monetária do país, “atuará a tempo na forma na qual for necessário para apoiar o crescimento e proporcionar uma cobertura adequada frente aos riscos”.
Esta declaração acalmou as bolsas e as ações subiram, enquanto o dólar desceu frente ao euro diante da perspectiva de uma diminuição da taxa de juros nos EUA.
Os mercados de futuros apostam em uma redução de meio ponto percentual nas taxas de juros na próxima reunião do Comitê, no dia 18 de março.
Para Brian Bethune, analista da empresa de consultoria Global Insight, Bernanke deixou claro que “a preocupação predominante do Fed são os riscos que ameaçam o crescimento”.
“A inflação é uma inquietação, mas não uma prioridade”, acrescentou.
Bernanke afirmou que estes perigos são uma deterioração do mercado imobiliário ou trabalhista e uma piora das condições de crédito.
Inclusive caso se evite o cenário mais desfavorável, os EUA enfrentarão uma difícil situação econômica.
Bernanke disse que continuarão as “tensões” nos mercados financeiros, os bancos reduzirão o crédito para empresas e famílias, o consumo perderá força e o investimento será baixo durante a primeira metade do ano.
Além disso, o setor imobiliário, o epicentro da crise econômica, continua oscilando.
Em um ano, o preço médio das casas novas caiu 15,1% nos EUA, segundo informações divulgadas hoje pelo Departamento de Comércio, que se juntam com o tempo à lista de indicadores desastrosos no setor.
Na audiência, o democrata Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros, denunciou que os EUA “enfrentam um problema estrutural muito sério: a avalancha de despejos de inquilinos”.
Porém, Bernanke não apresentou palavras de consolo. O presidente do Fed prevê que a crise continuará.
Na sua opinião, a construção se restringirá ainda mais diante do alto volume de casas à venda e também haverá uma “desaceleração drástica” das obras no setor não residencial, que até agora a atividade manteve.
O que complica o panorama para o Fed é a inflação, que continua acima de seus níveis de comodidade apesar da fragilidade econômica.
Na última terça, o Departamento de Trabalho informou que o índice de preços do produtor (IPP) dos Estados Unidos aumentou 1% em janeiro, com o que no último ano acumula uma alta de 7,4%, o maior aumento desde outubro de 1981.
Bernanke afirmou que “os aumentos adicionais nos preços da energia e de outras matérias-primas nas últimas semanas, junto com as últimas informações relativas aos preços ao consumidor, indicam um pequeno aumento do risco” de que a inflação supere as previsões.
A persistência de um “ritmo alto” de aumento de preços poderia aumentar as expectativas inflacionárias e erodir a credibilidade do Fed, reconheceu Bernanke, o que por sua vez “poderia complicar muito a tarefa de manter a estabilidade de preços”.
Mas estas são preocupações hipotéticas. O problema imediato e real, segundo os especialistas, é uma economia que já poderia ter entrado em recessão.