O presidente do Banco da Inglaterra (autoridade monetária britânica), sales Mervyn King, afirmou nesta terça-feira (25) que não podem ser descartadas mais nacionalizações de entidades bancárias no Reino Unido por ocasião da crise financeira internacional.
“Acho que considerando o que vimos (os efeitos da crise), seria muito atrevido descartar qualquer coisa”, declarou King em um comparecimento à Comissão de Economia da Câmara dos Comuns.
No entanto, o dirigente do Banco da Inglaterra especificou que “é muito improvável” que a nacionalização seja a “primeira opção” no caso de entidades com grandes problemas financeiros.
O Governo britânico se viu obrigado a nacionalizar os bancos Northern Rock e Bradford & Bingley como conseqüência das turbulências financeiras dos últimos meses.
Além disso, o Governo trabalhista se tornou o maior acionista do Royal Bank of Scotland (RBS) e do grupo resultante da fusão entre o Lloyds TSB e o Halifax Bank of Scotland (HBOS) como parte de um caro plano de resgate.
A este respeito, King afirmou que os bancos britânicos poderiam requerer fundos públicos adicionais no futuro caso incorram em dificuldades financeiras.
Por outro lado, o executivo advertiu que a economia britânica entrará em uma “brusca recessão” se os bancos não retomarem os empréstimos “de uma forma normal”.
“Isto é mais importante que outra coisa nestes momentos”, declarou o diretor do banco emissor, que também expressou seu apoio ao plano de reativação econômica lançado esta segunda-feira pelo Governo britânico.