O presidente da Portugal Telecom, information pills Henrique Granadeiro, pills reiterou a recusa da empresa de abandonar a Vivo – maior operadora de telefonia móvel do Brasil e controlada no sistema de joint-venture pela companhia portuguesa e pela espanhola Telefónica -, treat rejeitando qualquer tentativa desta de comprar sua participação.
Em entrevista publicada hoje no jornal português “Diário Econômico”, Granadeiro disse estar satisfeito com a aliança com Telefónica na Vivo e reiterou que não venderá sua participação à companhia espanhola.
Segundo Granadeiro a intenção é reforçar a aliança com a Telefónica, apesar dos vários desencontros dos últimos meses, principalmente por causa do apoio da empresa espanhola à Sonaecom na OPA – oferta pública de aquisição – frustrada sobre o antigo monopólio estatal português.
“No Brasil as coisas estão funcionando muito bem, assim como na Meditel (empresa de joint venture no Marrocos) e tenho certeza de que melhorarão, pois estamos tomando medidas para reimpulsionar a operação”, declarou.
Granadeiro, que na última quinta deixou de ocupar a presidência-executiva da empresa para assumir apenas o cargo de presidente do conselho administrativo, afirmou que estes acordos com a Telefónica são “muito importantes” para a operadora líder do mercado português.
O executivo quis esquecer os desencontros com a Telefónica e disse que a Portugal Telecom não “pode passar a vida olhando para o passado” e apostou em continuar colaborando no futuro com a empresa espanhola.
“As árvores são conhecidas por seus frutos e estes estão evidentes na Vivo com a aliança com a Telefónica e melhorarão na Meditel, no Marrocos”, afirmou.
Para Granadeiro a recuperação da Vivo se deve ao esforço conjunto entre a Portugal Telecom e a Telefónica.
O diretor da Portugal Telecom admite que enquanto a questão sobre quem ficará com o controle total da Vivo é solucionada, a operadora portuguesa continuará investindo no Brasil em busca de novas oportunidades de negócio.
A Portugal Telecom obteve em 2007 um lucro de 741,9 milhões de euros, apesar de representar uma queda de 14,4% em relação ao ano anterior por causa da aposta da direção liderada por Granadeiro na redução de cerca de mil postos de trabalho, que gerou uma despesa de 276 milhões de euros.