Trípoli, buy more about 22 nov (EFE).- A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, pediu hoje em Trípoli, na Líbia, o reforço da cooperação entre os países do sul e destacou que as economias dos países emergentes podem contribuir para “definir um novo modelo” perante a “devastação” dos centros econômicos mundiais.
No último dia de sua viagem por quatro países do norte da África, a presidente argentina discursou em um seminário sobre oportunidades de negócios e investimentos, que reuniu cerca de 100 empresários argentinos e líbios em um hotel de Trípoli.
“Estou convencida de que as economias emergentes”, que sustentam a maior parte do crescimento na última década, podem “ser o espaço político, social e cultural que contribua para o surgimento de um novo modelo”, afirmou.
A governante explicou que o objetivo de sua viagem pelo norte da África, acompanhada por mais de 70 empresários argentinos, não era apenas “ampliar mercados e possibilidades” para as companhias de seu país, mas também “unir esforços” entre os países do sul em “um momento de devastação dos grandes centros econômicos mundiais”.
“É ingênuo pensar que possa haver algum país no mundo” que não será atingido por esta “crise sem precedentes dos grandes centros desenvolvidos”, disse.
Além disso, solicitou um novo modelo econômico internacional que baseie o crescimento “não na geração de riqueza através da especulação financeira, mas no trabalho, na produção e no valor agregado de nossas matérias-primas”.
Cristina se reuniu hoje com o primeiro-ministro líbio, Al-Baghdadi Ali al-Mahmudi, com quem ultimou a assinatura de acordos de cooperação em matéria de energia nuclear de uso pacífico, tecnologia espacial, agricultura, comércio e intercâmbio de estudantes.
A presidente ressaltou que os acordos de troca tecnológica oferecem “uma oportunidade inédita a argentinos e líbios de retomar sua relação e os laços comerciais” e previu que eles representarão “prosperidade e crescimento” para as duas nações.
“Os centros de poder nunca transferem a tecnologia para os países emergentes. Sempre são pacotes fechados nos quais o manejo tecnológico permanece em mãos do país emissor, por isso que não se produz uma verdadeira geração de conhecimento por parte da nação receptora”, explicou.
Cristina irá se despedir esta noite do primeiro-ministro líbio antes de retornar a Buenos Aires, juntamente com os membros da delegação argentina, que a acompanharam também na Argélia, na Tunísia e no Egito. EFE