O primeiro-ministro britânico, and o trabalhista Gordon Brown, admitiu hoje que a crise econômica mundial “provavelmente causará recessão” no Reino Unido.
Brown reconheceu essa possibilidade durante seu comparecimento semanal diante da Câmara dos Comuns, pressionado pelo líder da oposição conservadora, David Cameron.
O chefe do Governo se pronunciou sobre esse assunto depois que o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, reconheceu na terça-feira pela primeira vez que o Reino Unido “provavelmente” entrará em recessão, devido à atual crise financeira.
“Agora, parece provável que a economia do Reino Unido está entrando em uma recessão”, afirmou o presidente durante um discurso pronunciado em Leeds (norte da Inglaterra).
King admitiu a probabilidade de que o país sofra uma recessão com o argumento de que a mistura de dois fatores, uma queda da disponibilidade creditícia e uma redução na renda disponível das famílias, aumenta o risco de uma baixa “pronunciada e prolongada” da demanda interna.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido não registrou no segundo trimestre nenhum crescimento em comparação aos três primeiros meses do ano, e na sexta-feira serão divulgados os dados provisórios correspondentes ao terceiro trimestre.
Muitos analistas da “City”, o centro financeiro de Londres, previram que o crescimento do PIB será negativo pela primeira vez em 16 anos.