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Economia

Preços do petróleo fecham sessão com leve queda

Mercado reduziu perdas ao longo do dia diante de dúvidas sobre rapidez de um possível acordo para encerrar guerra no Oriente Médio

Redação Jornal de Brasília

07/05/2026 17h36

Foto: MAZEN MAHDI/AFP

Foto: MAZEN MAHDI/AFP

Os preços do petróleo fecharam o dia com uma leve queda nesta quinta-feira (7), enquanto o mercado adotava uma postura cautelosa, à espera de uma resposta do Irã à última proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Após ter caído mais de 5% no início da sessão, o preço do barril Brent do Mar do Norte, para entrega em julho, acabou recuando apenas 1,19%, para 100,06 dólares (R$ 493, na cotação atual).

O seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em junho, caiu 0,28%, para 94,81 dólares (R$ 467), depois de também ter registrado uma baixa de mais de 5%.

“Na manhã de hoje, os operadores aguardavam uma reação do Irã à proposta americana (…) destinada a alcançar um acordo”, explicou à AFP Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, o que explica a forte queda dos preços no início da sessão.

“Mas, ao longo do dia (…), o mercado mostrou-se um pouco mais cético em relação ao tempo que levará para que isso aconteça”, acrescentou o analista.

Os Estados Unidos continuam esperando uma resposta de Teerã à sua proposta mais recente para pôr fim de forma duradoura à guerra e reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial de hidrocarbonetos transitava por esta passagem marítima, bloqueada de fato por Teerã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Este número representa cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto e de produtos petrolíferos por dia em 2025, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

Em caso de acordo, Andy Lipow prevê que “o preço do barril cairia entre 5 e 10 dólares”.

Ao citar “conversas muito positivas nas últimas 24 horas”, Donald Trump considerou, na quarta-feira, “muito possível” um acordo de paz com o Irã, embora tenha voltado a agitar a ameaça de uma retomada dos bombardeios.

AFP

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