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Economia

Preço do petróleo chega a subir a US$ 98, mas se estabiliza à espera de negociações no Oriente Médio

Contrato de junho do barril Brent, referência mundial, chegou a subir a US$ 98,24, alta de 2,42%, às 5h45, depois de ficar na casa dos US$ 97 desde a abertura das negociações

Redação Jornal de Brasília

10/04/2026 16h40

petróleo

Foto: Reprodução/Instagram

FERNANDO NARAZAKI
FOLHAPRESS

O preço do petróleo chegou a superar acima dos US$ 98, mas recuou e registra estabilidade nesta sexta-feira (10), com os investidores aguardando a primeira reunião entre EUA e Irã marcada para este sábado (11) no Paquistão.

É esperado também um debate entre autoridades de Israel e Líbano. Os ataques israelenses ao território libanês motivaram os iranianos a paralisarem o tráfego no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

A interrupção causou incerteza sobre a manutenção do cessar-fogo de duas semanas anunciado na última terça-feira (7). Na noite de quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, questionou a medida e disse que o Irã está “fazendo um trabalho muito ruim” sobre a passagem de petróleo pelo estreito, sem entrar em detalhes.

Em meio à indefinição, o contrato de junho do barril Brent, referência mundial, chegou a subir a US$ 98,24, alta de 2,42%, às 5h45 (horário de Brasília), depois de ficar na casa dos US$ 97 desde a abertura das negociações. Após atingir o ápice, ele voltou a transitar em torno dos US$ 96. Às 15h, o preço estava em US$ 96,44, variação positiva de 0,55%.

Já o barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, chegou a ultrapassar os três dígitos, alcançando US$ 100,40, às 5h45, mas reduziu para US$ 97,97, alta de 0,10%, às 15h. No caso, o valor é para o contrato de maio, que é o mais negociado do WTI.

O anúncio do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que havia ordenado a seu gabinete iniciar “negociações diretas” com o Líbano causou alívio no mercado. “[Provocou] um novo suspiro de alívio nos mercados por enquanto, ainda que moderado”, afirmou John Kilduff, analista da Again Capital.

Os israelenses contestam a inclusão do Líbano no cessar-fogo, enquanto o regime iraniano alega que essa foi uma das dez condições estabelecidas no acordo anunciado na terça. O Paquistão, que intermediou as negociações, confirma a versão do Irã.

Com o tráfego paralisado em Hormuz, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, anunciou que seu país pode liberar, no início de maio, novas reservas de petróleo equivalentes a outros 20 dias de consumo “para garantir o fornecimento estável”.

BOLSAS SOBEM NO MUNDO

As Bolsas registraram alta nesta sexta-feira, com a Bolsa de Xangai fechando a semana com ganho pela primeira vez desde o início da guerra em 28 de fevereiro. O índice SSEC terminou o dia com valorização de 0,51%, encerrando a semana com ganho de 2,74%. Já o CSI300, que reúne as principais companhias em Xangai e Shenzhen, subiu 4,41% na semana e 1,54% na sexta-feira.

Os outros mercados asiáticos também se valorizaram no dia, como foi o caso de Tóquio (1,84%), Hong Kong (0,55%), Seul (1,4%) e Taiwan (1,6%).

Na Europa, o índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, também fechou em alta de 0,4%, o que foi repetido em Paris (0,17%), Madri (0,55%) e Milão (0,59%). Já as Bolsas de Frankfurt e Londres tiveram queda de 0,01% e 0,03%, respectivamente.

Já as Bolsas dos EUA têm uma divisão às 15h desta sexta. Os índices de Dow Jones e S&P 500 estavam com desvalorização de 0,52% e 0,09%, respectivamente, enquanto a Nasdaq registrava alta de 0,3%.

“Os mercados passaram de uma atitude baseada no medo para um otimismo orientado para o futuro”, avaliou Stephen Innes, da SPI Asset Management.

O ouro, considerado um valor de refúgio diante das incertezas geopolíticas, encontrava-se novamente sob pressão, caindo 0,70%, negociado a US$ 4.784,20 a onça.

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