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Economia

Preço do petróleo cai por risco de excesso de oferta

Preço do barril de cru Brent do Mar do Norte para entrega em outubro, cujo último dia de cotação foi nesta sexta-feira, caiu 0,73%, para 68,12 dólares

Redação Jornal de Brasília

29/08/2025 17h54

Foto: Reprodução/AFP

Foto: Reprodução/AFP

Os preços do petróleo caíram nesta sexta-feira (29), depois que a preocupação com um desequilíbrio entre a oferta e a demanda voltou a ganhar destaque, ofuscando, por enquanto, as incertezas geopolíticas.

O preço do barril de cru Brent do Mar do Norte para entrega em outubro, cujo último dia de cotação foi nesta sexta-feira, caiu 0,73%, para 68,12 dólares.

Seu equivalente americano, o barril de cru West Texas Intermediate para entrega no mesmo mês, recuou 0,91%, para 64,01 dólares.

“Existe um desequilíbrio significativo entre a quantidade de petróleo disponível no mercado e a demanda real”, declarou à AFP Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

O mercado teme um excesso de oferta de cru nos próximos meses, devido à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) de aumentar significativamente suas cotas de produção desde abril, reintroduzindo gradualmente 2,2 milhões de barris diários no mercado.

Prevê-se também que o crescimento da demanda seja muito menos significativo do que o da oferta, e os indicadores econômicos americanos publicados nesta sexta-feira geram temores de uma desaceleração do consumo nos Estados Unidos, disse Lipow.

Nos Estados Unidos, a inflação se manteve estável em julho em 2,6% na comparação anual, segundo o índice PCE.

A inflação subjacente, em contrapartida, mostrou uma leve aceleração, alcançando 2,9% na comparação anual, em relação aos 2,8% de junho.

Além disso, a confiança do consumidor americano despencou em agosto, segundo a estimativa final do barômetro da Universidade de Michigan, publicada igualmente nesta sexta-feira.

Os participantes do mercado duvidam, por outro lado, cada vez mais da continuidade das negociações para uma trégua na Ucrânia.

“Está claro que não haverá reunião entre o presidente [da Ucrânia, Volodimir] Zelensky e o presidente [da Rússia, Vladimir] Putin, ao contrário do que foi acordado entre o presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump e o presidente Putin”, declarou o chanceler alemão, Friedrich Merz, na noite de quinta-feira.

“A falta de avanços em direção a um acordo de paz implica que os riscos de sanções e tarifas secundárias continuam pesando sobre o mercado petrolífero”, explicaram analistas do ING.

No entanto, “ninguém acredita” que Trump chegue ao extremo de sancionar a China, o maior importador de petróleo russo, afirmou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management.

© Agence France-Presse

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