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Economia

Preço do papel e até a mudança ortográfica são desculpas para reajuste até 10% nos livros didáticos

Arquivo Geral

04/01/2011 8h41

Soraya Sobreira

soraya.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

 

A notícia não é nada boa para quem tem filhos matriculados em escolas particulares. É que, de acordo com a Associação Nacional de Livrarias (ANL), os reajustes nos livros didáticos já variam de 4% a 10% neste início de ano. O valor fica a depender do título da obra e da editora. Mais um desfalque no bolso de pais e mães. É que as mensalidades escolares tiveram seus valores alterados, em média, 9%.

 

O presidente da ANL, Vitor Tavares, avisa que o aumento foi repassado às livrarias. “Ele é real. Há edições que não tiveram alterações, enquanto as demais ficaram, em média, 8% mais caras”, diz. “As livrarias sugerem preços, mas são as editoras que formatam os valores. A base é a planilha de custos”, explica.

 

Os livros das séries primárias são os que devem ter o menor aumento. Segundo o presidente da ANL, não há como ocorrer o mesmo aumento para os diferentes níveis de ensino como Fundamental, Médio e Superior, justamente por depender de questões como tipo de obra. Os reajustes nos didáticos são feitos normalmente no fim ou começo do ano letivo. É feita uma análise de preços de custos nas livrarias e nas editoras para se prever um aumento. Para esse reajuste, o presidente da ANL, acredita estar dentro do suportável. “Não gostaríamos que tivesse reajuste, mas tivemos aumentos nos custos financeiros, que devem ser repassados. E isso interfere em toda a cadeia, seja nas livrarias como as editoras, até o consumidor final.”

 

Leia mais na edição desta terça-feira (04) do Jornal de Brasília.

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