Os preços do petróleo atingiram hoje novas máximas históricas devido ao enfraquecimento do dólar e às turbulências nos mercados financeiros, order enquanto a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) mantém sua previsão de demanda para este ano e nega que haja escassez do produto.
O barril de Petróleo Intermediário do Texas (WTI, tadalafil leve), price para entrega em maio, bateu hoje um novo recorde, ao ser negociado durante o pregão a US$ 113,99 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), fechando o dia a US$ 113,79, o que representou um aumento de US$ 2,03 frente ao preço do dia anterior.
Na Bolsa Intercontinental de Futuros de Londres (ICE, na sigla em inglês), o barril de petróleo Brent não ficou muito atrás e também ultrapassou seus recordes anteriores, ao ser vendido a US$ 112,08 durante a tarde e fechar a US$ 111,31.
A forte escalada no preço do petróleo e da gasolina na Nymex, onde esse combustível também foi negociado hoje a um preço recorde de US$ 2,89 o galão (3,78 litros), tem um efeito imediato nos preços pagos pelos americanos para abastecer seus carros e os obriga a espremer ainda mais o orçamento familiar.
O galão de gasolina era vendido hoje a um preço recorde de US$ 3,38, US$ 0,10 mais que há um mês e US$ 0,53 mais caro que em 2007, segundo a pesquisa diária divulgada pela associação automobilista AAA.
Também o galão de diesel registrou hoje um preço histórico de US$ 4,11 por galão, US$ 1,18 mais caro que há um ano.
Com isso, o forte aumento dos preços da energia representa uma carga mais pesada a cada dia para o bolso dos consumidores nos EUA e faz com que a população se mostre mais pessimista em relação às perspectivas da economia para os próximos meses.
Ao mesmo tempo, representa um lastro também para as empresas, devido ao conseqüente aumento dos custos de transporte de mercadorias e ao encarecimento das matérias-primas.
O Índice de Preços de Produtor (IPP) nos EUA aumentou em março 1,1%, quase três vezes mais do que o esperado pelos economistas; e em um ano subiu 6,9%, impulsionado, principalmente, pelos custos da energia, segundo dados do Departamento de Comércio divulgados hoje.
A forte tendência de alta dos preços por atacado, e também ao consumidor, pode colocar em uma situação difícil o Federal Reserve (Fed, banco central americano), que até agora se mostrou mais preocupado em impulsionar o avanço da economia, rebaixando as taxas de juros, sem temer a inflação.
Exatamente esses cortes de juros debilitaram a moeda americana perante o euro e outras moedas, o que encorajou o investimento em petróleo e em outras matérias-primas que, como no caso do ouro, são negociadas em dólares e mantêm uma sólida tendência de alta em seus preços.
O analista da Alaron Phil Flynn questionou hoje em sua nota destinado aos investidores se os especuladores estão comprando petróleo por questões relacionadas com a oferta e a demanda ou porque estão ficando sem outras opções para investir.
Flynn considerou, além disso, que a Opep “não está preocupada com o nível de oferta, mas talvez o mercado esteja, pois parece descontar toda evidência de queda na demanda”. O analista fez referência aos dados recentes que apontam uma queda de produção na Rússia.
A Opep aludiu com freqüência à depreciação do dólar como um dos motivos que explicam o nível atual dos preços do petróleo, ao que se une o trepidante aumento da demanda na China, Índia e outros países em desenvolvimento, enquanto nos EUA a procura diminui em relação ao mesmo período dos anos anteriores.
Em seu relatório de abril, divulgado hoje, a Opep não variou seus cálculos anteriores de demanda mundial de petróleo, que se situa em uma média de 86,97 milhões de barris diários, o que representa uma alta de 1,4% frente a 2007.
Recentes notícias de sabotagens a instalações petrolíferas na Nigéria e outras que aludiam no fechamento de alguns portos no México, de onde se exporta o petróleo cru ao mercado americano, contribuíram hoje também para empurrar os preços do petróleo a novos níveis de recorde.