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Mundo

Portugueses protestam contra medidas de austeridade

Arquivo Geral

02/03/2013 16h27

Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas neste sábado em diversas cidades de Portugal para protestar contra as duras medidas de austeridade impostas pelo governo, que prolongam a recessão econômica no país e levaram o desemprego para níveis recordes.

O protesto, articulado nas redes sociais por grupos apartidários, visa não somente os políticos portugueses, mas também representantes da chamada troica de credores internacionais do país, formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). Uma equipe da troica está atualmente em Lisboa para a avaliação trimestral da implementação do programa de resgate destinado ao país.

Os manifestantes protestam contra os elevados aumentos nos impostos e os cortes nos salários dos servidores públicos, adotados pelo governo para tentar reduzir o déficit orçamentário. “Nós queremos a queda do governo, porque eles estão implementando um programa que está somente causando sofrimento para a população. As pessoas estão desesperadas, vendo sua renda cair fortemente, seus familiares e amigos sem emprego”, afirma Nuno Almeida, um jornalista de 49 anos que ajudou a organizar o protesto.

Comparado com outros países em crise, como Espanha e Grécia, a situação em Portugal está muito mais calma. Mesmo assim, nas últimas semanas houve uma onda de protestos, principalmente contra autoridades do governo durante eventos públicos. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enfrentou dezenas de estudantes irritados quando entrou em uma universidade de Lisboa para fazer um discurso. Muitas vezes ele e seus ministros são interrompidos durante suas falas por manifestantes cantando o hino Grandola Vila Morena, que foi utilizado na Revolução dos Cravos, em 1974.

Neste sábado aconteceram protestos em quase 40 cidades portuguesas, além de manifestações de pequenos grupos de emigrantes portugueses em Madri e Paris. Na capital de Portugal, os manifestantes gritavam slogans como “Fora FMI” e “Abaixo a troica”.

As autoridades têm dito que entendem os protestos da população mas não têm outra alternativa a não ser adotar as medidas de austeridade, para reduzir o déficit e tornar a economia mais competitiva. O plano tem dado resultado, já que os investidores estão cobrando juros menores para emprestar ao governo.

Mesmo assim, sindicatos e partidos de oposição dizem que o governo se preocupa muito com os mercados financeiros e pouco com a população. “O país não pode aguentar mais austeridade. O que nós precisamos é um governo que responda aos problemas portugueses, que entenda que nossos problemas só estão crescendo”, comenta Antonio José Seguro, um dos principais líderes da oposição.

Passos Coelho tem uma maioria confortável no Parlamento e as próximas eleições estão marcadas somente para 2015. As informações são da Dow Jones. (Álvaro Campos – alvaro.campos@estadao.com)

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    Arquivo Geral

    29/09/2012 14h45

    Milhares de portugueses tomaram as ruas de Lisboa neste sábado em protesto contra as políticas econômicas do governo que devem ficar ainda mais duras para atender às exigências dos credores. Os manifestantes convergiram de várias direções para a Praça do Comércio, na zona central da cidade e reclamavam “do roubo dos salários e aposentadorias”.

    O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, sinalizou que o governo anunciará novas medidas, que incluem cortes de gastos e aumento de impostos para que sejam atingidas as metas que são cruciais para que Portugal receba a ajuda de 78 bilhões de euros (US$ 101,5 bilhões) de credores internacionais.

    Ao som de apitos e tambores, os manifestantes gritavam “fora com a austeridade”, enquanto sacudiam bandeiras de sindicatos dos trabalhadores locais, professores e mesmo da polícia.

    “Nosso futuro está sendo hipotecado pelas demandas da troica”, disse o funcionário público Francisco Lopes, de 56 anos, em referência ao resgate oferecido pela União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional. “O povo português está farto disso”, completou. As novas medidas de austeridade deverão ser aprovadas pela troica.

    Os cortes de gastos e reformas econômicas causaram uma recessão no país, com a economia encolhendo 1,2% no segundo trimestre, num ritmo mais rápido do que a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,1% no primeiro trimestre. A contração da economia deve atingir 3% em 2012. As informações são da Dow Jones.

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      Portugueses protestam contra medidas de austeridade

      Arquivo Geral

      15/09/2012 19h43

      Dezenas de milhares de portugueses protestaram neste sábado (15) contra novas medidas de austeridade que o governo tenta implementar, em meio à crise econômica. Sob o slogan “que se lixe a troica, queremos nossas vidas”, multidões foram às ruas em Lisboa e outras 40 cidades. Apenas em Lisboa, segundo as emissoras de televisão, mais de 50 mil pessoas protestaram. O governo e a polícia portuguesa não deram estimativas do número de manifestantes.

      Os protestos deste sábado foram os maiores em Portugal desde junho do ano passado, quando o governo impôs um pacote de medidas de austeridade para conter o déficit do orçamento. Novas medidas para 2013 foram anunciadas nesta semana, o que levou aos protestos. Entre as medidas estão um arrocho fiscal para aumentar a arrecadação, cortes no setor público e um aumento nas contribuições previdenciárias para todos os trabalhadores.

      Economistas dizem que os funcionários públicos poderão perder dois dos catorze salários que recebem a cada ano. Empregados do setor privado poderão perder um salário. “Nossas vidas estão sendo destruídas e precisamos fazer alguma coisa”, disse João Camargo, um dos organizadores da passeata em Lisboa.

      O ministro de Finanças, Vitor Gaspar, disse que embora o governo tenha conseguido cortar mais despesas do que previa em 2012, a arrecadação de impostos caiu por causa do crescente desemprego e da queda na demanda dos consumidores. Entre as novas medidas do governo, está o aumento da contribuição de todos os trabalhadores à previdência pública, dos atuais 11% para 18% de cada salário. Ao mesmo tempo, o governo prevê um corte na contribuição previdenciária das empresas, dos atuais 23,7% para 18%. O governo diz que a medida deve aumentar a competitividade das empresas portuguesas. As informações são da Dow Jones.

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        Arquivo Geral

        01/10/2011 13h44

        Milhares de portugueses saíram às ruas hoje para protestar contra medidas de austeridade e declínio do padrão de vida no país, relacionados a um pacote de ajuda bilionário.

        Os manifestantes atenderam à convocação da maior confederação de sindicatos do país, a CGTP. Os organizadores dos protestos disseram em seu website que este “seria um grande dia na luta dos trabalhadores contra as políticas do governo, que são quase desumanas”.

        No começo deste ano, o governo português se viu obrigado a recorrer a um pacote de ajuda de € 78 bilhões elaborado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional. Em contrapartida, se comprometeu a adotar uma série de medidas de austeridade. As informações são da Associated Press.

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